10 de julho de 2026
Economia & Negócios

IPI e itens obrigatórios deixam veículos 5% mais caros em março

Por Gabriel Baldocchi | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Valter Campanato/ABr

Com o aumento do IPI em 2014, consumidores procuraram últimos descontos em concessionárias em dezembro

A volta do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e a inclusão de airbag e freios ABS, obrigatórios para carros fabricados desde janeiro, deixaram os automóveis 5% mais caros em março.

A avaliação é da Fenabrave (associação das concessionárias), que divulgou nesta quarta-feira (2) vendas de 228,7 mil veículos leves, carros de passeio e caminhonetes no mês.

O resultado é 7% abaixo do registrado em fevereiro e 15% inferior ao de março de 2013.

Além do imposto maior e dos itens de segurança de série, também pesaram no resultado o Carnaval que neste ano caiu no mês passado e reduziu os dias úteis, os juros mais altos, o crédito mais restrito e o preço elevado dos carros.

No acumulado do ano, as vendas chegaram a 774,4 mil unidades, uma queda de 1,7% sobre o mesmo período do ano passado.

Segundo Flávio Meneghetti, presidente da Fenabrave, a entidade trabalha com dois cenários para o ano. No otimista, haveria estabilidade nas vendas de veículos leves, ou seja crescimento zero sobre 2013. No pessimista, a previsão é queda de até 3,5%.

De acordo com ele, o quadro atual está mais para o segundo, ou seja, retração.

O ranking de vendas de veículos em março mostrou pela primeira vez um veículo comercial na primeira posição. Com pouco mais de 13 mil unidades, a Strada, da Fiat, superou o Gol, da Volkswagen, líder há mais duas décadas no fechamento anual.

Caminhões

As vendas de caminhões também decepcionaram. Nos três primeiros meses do ano, foram comercializados 30.643 unidades, um significativo recuo de 11,23% sobre o mesmo trimestre de 2013.

Em março, foram vendidos 9.337 caminhões, uma queda de 10,78% sobre o mês imediatamente anterior e de 24,4% sobre março de 2013.

No caso dos caminhões, os números ainda sofrem a influência de um problema burocrático: a demora na mudança de normas do financiamento do BNDES, que entraram em vigor apenas no final de janeiro.

Meneghetti admite que o ritmo segue mais lento que no ano passado. A expectativa é de uma recuperação ao longo do ano, para um avanço de ao menos 2% em 2014.