A deputada cassada da Venezuela, María Corina Machado, foi recebida com vaias e aplausos no plenário da Câmara dos Deputados na noite desta quarta-feira (2).
Após reunião da Comissão de Relações Exteriores do Senado, a ex-deputada se reuniu com integrantes da comissão homônima da Câmara e foi visitar o plenário, a convite dos deputados.
Ela chegou à entrada do plenário no momento em que o deputado federal André Vargas (PT-PR) se explicava sobre o uso de um jatinho pago por um doleiro. Por causa disso, foi aconselhada pelo deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) a aguardar o discurso terminar para entrar.
Após subir à mesa diretora e ser anunciada pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), Corina foi aplaudida por parlamentares da oposição e vaiada por alguns deputados da base e Um grupo de manifestantes ligados ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) protestou no início da audiência, aos gritos de “golpista”, e impediu que ela falasse. Eles foram retirados da sala pelos seguranças do Senado..
No fim da visita, ela foi convidada pela comissão da Câmara a voltar novamente ao local para uma nova audiência sobre a situação da Venezuela.
A deputada comparou o governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro com a ditadura militar brasileira (1964-1985), fazendo referência aos 50 anos do golpe militar, durante audiência na Comissão de Relações Exteriores do Senado.
A ex-deputada está no país a convite do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) sugeriu que seja convidada a deputada Blanca Eekhout para falar em nome do governo venezuelano.
Durante a audiência, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) afirmou que vai propor um voto de repúdio ao governo Maduro.
A deputada cassada ficará no Brasil até sábado.