A Polícia Civil de Bauru, por meio da equipe de homicídios da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), esclareceu a autoria de um homicídio, ocorrido no dia 18 de janeiro de 2014, na rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-225), a Bauru-Jaú, em Bauru. Conforme o JC publicou, Carlos Alberto Pereira Moraes, 47 anos, foi encontrado baleado no interior de seu carro, no acostamento da via. Wellington Rodrigues de Ferreira de Oliveira, 37 anos, vulgo Gordo, é o acusado de ser o autor do homicídio.
|
Quioshi Goto/Arquivo JC |
|
|
|
Delegado Cledson Luiz do Nascimento integra a equipe que esclareceu o homicídio na Bauru-Jaú |
No dia do crime, a Polícia Militar (PM) foi acionada por testemunhas que viram Carlos no interior de um Fiat/Palio, no sentido Jaú-Bauru. No local, os policiais constataram que ele tinha sido baleado com 9 tiros à queima roupa com pistola .40 e que, no interior do veículo, também estava uma jovem que havia sido atingida por uma bala transfixada do corpo da vítima. Ela foi socorrida e não ficou gravemente ferida.
Segundo o delegado da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Cledson Luiz Nascimento, Carlos havia sido solto do sistema penitenciário em maio de 2013 e tinha passagens por furto e tráfico de drogas.
Após constatar que a vítima era envolvida com tráfico, as investigações apontaram que Wellington Rodrigues de Ferreira de Oliveira, 37 anos, vulgo Gordo, é o acusado de ser o autor do homicídio de Carlos. Ele já ficou 13 anos preso por latrocínio (roubo seguido de morte), é líder de uma facção criminosa e envolvido com tráfico de drogas.
“Devido à cena que deparamos no local do crime, trabalhamos com a hipótese de execução, já que a vítima era envolvida com tráfico. Após constatarmos que as munições da pistola usada no crime eram da Polícia Militar, fizemos investigação e apuramos que tratava-se de uma arma que foi furtada ou roubada de um policial. Além disso, constatamos que era uma pistola usada por uma quadrilha de tráfico de drogas do Jardim Vitória e, possivelmente, foi emprestada pelos traficantes para o acusado cometer o crime”, disse.
|
Polícia Civil/Divulgação |
|
|
|
Wellington Rodrigues de Ferreira de Oliveira, acusado de homicídio |
As investigações apontam que Wellington, por causa de prejuízos financeiros no tráfico após a prisão de Carlos em 2013, além de ciúme de sua atual companheira Laura Pinelli e de um possível interesse de Carlos por sua ex-esposa, fez uma emboscada contra ele. Ao perceber que Carlos era amigo da prima de Laura, ele usou a jovem para colocar o plano em ação.
“As investigações constataram que Wellington estava com Dener Eduardo Lopes, de 33 anos, no dia do crime. Laura, que é prima da moça e companheira de Wellington, pediu para que a jovem e Carlos fossem buscá-la na rodovia. Quando Carlos parou o carro no acostamento para esperar por Laura, foi surpreendido por Wellington e Dener, sendo executado. Possivelmente, outros traficantes estavam com os acusados”, afirmou.
De acordo com o delegado, a testemunha que estava com Carlos não sabia do plano da prima e não está envolvida no crime. Além disso, as investigações apontam que a vítima também não sabia que Laura era companheira de Wellington e não desconfiou da ação.
Prisão
Dener Eduardo Lopes, de 33 anos, vulgo Duda, foi preso pela Polícia Civil na última terça-feira (1), na rua Rafael Pereira Martini, no Jardim Redentor, próximo a um estabelecimento comercial. Foi decretada a prisão temporária e ele está à disposição da Justiça na Cadeia de Avaí por homicídio duplamente qualificado.
Já Wellington foi abordado na avenida Castelo Branco, mas conseguiu fugir. O carro dele foi encontrado pela polícia em Agudos. Até o momento, Wellington permanece foragido e a Polícia Civil segue com o caso sob investigação, já que outros traficantes podem estar envolvidos e a pistola usada no crime não foi encontrada.
|
Thiago Vendrami |
|
|
|
Carlos Alberto Pereira Moraes foi executado no dia 18 de janeiro de 2014 na rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-225), a Bauru-Jaú |