A reação diante das estatísticas sobre violência contra a mulher - corrigidas ontem pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) -, deixou as redes sociais e se transformou em protesto na tarde deste sábado (5), em Brasília.
Cerca de 70 manifestantes se reuniram na região central da capital para criticar a associação entre a roupa da mulher e o estupro. De acordo com a pesquisa do instituto, 26% dos brasileiros apoiam ataques a mulheres que mostram o corpo. O índice divulgado anteriormente era de 65,1%.
"É uma campanha de conscientização. No Brasil, a gente trata isso como um monstro dentro do armário, é um tema que ainda é muito tabu", afirma Georgiana Calimeris, uma das organizadoras do protesto.
Grupos feministas como o Juntas e o Movimento Mulheres em Luta participaram da iniciativa, convocada por meio do Facebook com o título "Ninguém merece ser estuprado".
A jornalista Nana Queiroz, que iniciou o movimento "Eu não mereço ser estuprada", também participou do protesto. Ela afirma que, apesar da revisão dos percentuais, a "culpabilização da vítima" do estupro ainda é algo recorrente na sociedade brasileira.