Com todo o respeito aos doutores que não aprovam a redução de maioridade penal, mesmo após este bárbaro crime em Agudos, de grande repercussão neste jornal, não consigo entender esta posição. Me parece que insistem na tese que o sistema penitenciário não recupera ninguem, não pode pôr um menor de 16 ou 17 anos com bandidos maiores, etc.... Fica-se pensando mais no bem-estar, na recuperação do criminoso, do que no crime cometido. Fala-se pouco na punição, que alguém tira a vida de outro com requintes de crueldade tem que receber, e deveria ser dura, como é em paises como Japão, China, EUA, Inglaterra, etc... Vão os srs. explicarem pra um pai, mãe ou parente da vítima que a sua morte não teve muita importância, que o importante é tentar recuperar (piada) o menor infrator. O menor em questão tinha cometido um latrocínio há 1 ano e já estava na rua, matou de novo... Volta para a Fundação Casa, até um juiz achar que o pequeno castigo já está bom e soltá-lo novamente... E vai-se fazendo vítimas... Infelizmente, a verdade é a seguinte: enquanto não acontecer um caso grave destes com parentes de autoridades que têm o poder de mudar este estado de coisas, a população vai continuar à mercê destes facínoras.
Obs: insensibilidade. Este é o sentimento que percebo nos contrários à redução da maioridade penal, seja juiz, advogado, psicólogo. Insensibilidade ao não se colocar no lugar de um pai, uma mãe, um parente de uma vítima, imaginar o que esta passou nas mãos dos seus algozes, que teve uma morte às vezes agonizante, sem condições de se defender... E que na maioria das vezes não será feita justiça....
JOÃO JORGE NOGUEIRA