10 de julho de 2026
Regional

Coletores de lixo de Botucatu paralisam suas atividades e pedem 30% de reajuste salarial

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Ontem de manhã, coletores de lixo e varredores de rua que trabalham para empresa terceirizada pela prefeitura de Botucatu cruzaram os braços por reajustes nos salários. A prefeitura informou que colocou três caminhões nas ruas para fazer a coleta dos resíduos domésticos e evitar transtornos à população.

A reportagem apurou que a categoria pleiteia reposição de 30%. No mês passado, a empresa chegou a antecipar reajuste de 5% até conclusão da campanha salarial. Ontem, no entanto, insatisfeitos com a demora nas negociações, dezenas de funcionários paralisaram as atividades.

O Executivo revela que a região mais afetada no primeiro dia de paralisação foi o Centro. “A retomada do serviço ainda está em negociação, mas três caminhões da própria Secretaria de Obras já estão fazendo o serviço não executado pela empresa”, informou em nota.

A Secretaria de Obras estima que, por dia, sejam retiradas das ruas da cidade mais de 100 toneladas de lixo. “A empresa, pelo menos ontem, não cumpriu o mínimo de 30% da equipe nas ruas”, declara. “Caso a empresa não volte a cumprir 100% do serviço, há possibilidade de rescisão de contrato”. A empresa foi contratada em caráter emergencial no dia 4 de julho de 2013. Por mês, ela recebe R$ 300 mil para coletar o lixo na cidade e fazer varrição das ruas. O contrato incluiu fornecimento de caminhões novos e combustível pela terceirizada.

A prefeitura de Botucatu pontua que, no início do ano passado, foi aberto novo processo licitatório para contratação de empresa para a execução dos serviços de coleta de lixo e explica que o processo encontra-se em fase de finalização na Comissão Permanente de Licitações (Copel).


Reunião

Ontem, no final da tarde, representantes da prefeitura de Botucatu, da empresa terceirizada e do Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo (Selur) se reuniram para discutir a paralisação dos coletores de lixo.

De acordo com o secretário de Obras, André Luiz Peres, a greve será mantida, mas os trabalhadores se comprometeram a manter o percentual mínimo de funcionários nas ruas.

“A partir de hoje (ontem) à noite, eles vão trabalhar com 30% e quatro caminhões da empresa”, revela. “E durante o dia, amanhã (hoje), nós vamos estar trabalhando com o pessoal nosso, com três caminhões, como fizemos hoje”.

O secretário diz que, nos próximos dias, Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15), com sede em Campinas, deverá julgar se a paralisação é legal. A data da audiência ainda não foi marcada.

Ele explica que a categoria pleiteia salário de R$ 1.140,00, além de R$ 370,00 de vale-alimentação e 40% sobre o salário mínimo de insalubridade. Segundo Peres, a população deverá ter paciência até que a situação da coleta seja normalizada.