09 de julho de 2026
Nacional

Empréstimo bancário para o setor pode passar de R$ 10 bilhões

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

O diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Romeu Rufino, admitiu nesta terça-feira (8) que o valor do empréstimo para as distribuidoras de energia -que será financiado pelo consumidor a partir do ano que vem- pode ultrapassar R$ 10 bilhões.

 

Reprodução/Internet

R$ 2,8 bilhões já foram injetados no déficit da conta do setor elétrico 

O aumento na previsão está relacionado com um redirecionamento, anunciado ontem pela agência, de parte do dinheiro que seguiria para o socorro das distribuidoras.

 

Por decisão do governo, R$ 2,8 bilhões que seguiriam para essas empresas foram injetados no déficit da conta do setor elétrico para pagamento de contas ordinárias, como programas sociais, a exemplo do Bolsa Família.

 

A medida foi tomada para diminuir o tamanho do reajuste que os consumidores teriam ainda esse não. Em janeiro, pelos cálculos preliminares, os consumidores perceberiam um aumento de 4,6% em suas tarifas.

 

Com a manobra, esse percentual deve impactar em menos de 1% sobre as tarifas. Ao mesmo tempo, as distribuidoras ficaram com R$ 2,8 bilhões a menos para pagar suas contas com a compra de energia e uso de usinas térmicas. Por isso o valor do financiamento pode aumentar. Inicialmente, esse empréstimo bancário seria de até R$ 8 bilhões.

 

"Falar em algo da ordem de R$ 10 bilhões e pouco [para financiamento] é refletir aquela melhor estimativa [sem os R$ 2,8 bilhões que foram usados para cobrir outros gastos]", disse o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino.

 

Nesta segunda-feira (7), o diretor havia dito que para solucionar o problema das distribuidoras havia dois caminhos: aumentar o aporte do Tesouro no setor ou aumentar o valor do financiamento bancário.

 

Como o Tesouro ainda não sinalizou que pode haver novo aporte, o aumento no valor do financiamento ainda é a opção mais provável.

 

"Para um novo aporte é preciso uma nova autorização e eu não tenho nenhuma sinalização de novo aporte. Essa é uma decisão que cabe ao Tesouro e não à Aneel", completou Rufino.