08 de julho de 2026
Nacional

CPI da Espionagem termina sem apontar responsáveis e alvos

Por Fernanda Odilla | Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

A CPI da Espionagem terminou ontem no Senado sem identificar responsáveis, tampouco sem apontar quem foram os principais alvos e objetos da espionagem feita pelo governo dos EUA em diferentes países, entre eles o Brasil.

O relator da comissão, Ricardo Ferraço (PMDB-ES), admite que o resultado dos sete meses de trabalho poderia ter sido diferente se o jornalista Glenn Greenwald tivesse franqueado acesso aos documentos que detalham a ação dos norte-americanos ou se a CPI tivesse ouvido o depoimento de Snowden, o ex-técnico da NSA (Agência de Segurança Nacional norte-americana) que revelou o esquema de espionagem feito pelos EUA e está asilado na Rússia.

“Não temos o DNA das interceptações. O que não conseguimos com o Glenn, tentaríamos com o Snowden”, disse Ferraço, explicando que a CPI não quis “constranger” o jornalista obrigando-o a entregar os papeis nem poderia forçar os russos a marcar uma videoconferência com Snowden.

O relatório final, aprovado por unanimidade na tarde de ontem, limitou-se a apontar as já sabidas fragilidades dos sistemas de comunicação e de inteligência do Brasil, além de apresentar sugestões genéricas para aprimorar os mecanismos de segurança cibernética.

O texto também diz ser “improvável” que inquérito da Polícia Federal chegue aos responsáveis pela ação denunciada por Edward Snowden, o ex-técnico da NSA que revelou um esquema de espionagem feito pelos EUA, e pelo jornalista Glenn Greenwald.