Separatistas pró-Rússia reforçaram ontem as barricadas ao redor do prédio do setor de segurança do Estado em Luhansk, no leste da Ucrânia, e pediram ajuda ao presidente russo, Vladimir Putin, depois que o governo ucraniano alertou que pode usar a força para restaurar a ordem.
Os manifestantes também estavam envolvidos em negociações para diminuir o impasse, que o governo interino em Kiev disse que poderia servir de pretexto para uma invasão russa, enquanto parlamentares do leste da Ucrânia propunham uma anistia para os manifestantes para acalmar a tensão.
A antiga sede da KGB, agência secreta da ex-União Soviética, é um dos três prédios do governo tomados nesta semana no leste da Ucrânia.
Kiev ameaça
O governo da Ucrânia deu ontem um ultimato para que os ativistas pró-Rússia deixem os prédios públicos ocupados desde o último fim de semana no leste do país. “Uma resolução para essa crise será dada em 48 horas”, disse o ministro do interior ucraniano, Arsen Avakov. “Para aqueles que querem diálogo, nós vamos propor conversa e solução política. A minoria que quer o conflito terá uma resposta na força por parte das autoridades ucranianas”, afirmou.
Reunião com Rússia
O governo russo afirmou ao Ocidente ontem que as conversações entre quatros partes, com representantes da Ucrânia, Rússia, Estados Unidos e União Europeia, devem se concentrar em promover o diálogo entre os ucranianos e não nas relações bilaterais entre os participantes.