08 de julho de 2026
Regional

Garça: mulher é encontrada morta com suspeita de estrangulamento


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Eurides Batista, 49 anos, foi encontrada morta, com suspeita de estrangulamento nesta quinta-feira (10), em Garça. As informações são do jornal A Comarca de Garça.

Jornal A Comarca de Garça

Mulher foi encontrada morta a poucos metros de casa, numa área isolada nos fundos do Cras

A vítima tinha ferimentos pelo corpo, que a polícia ainda não sabe dizer se foram provenientes de agressão. Eurides tinha uma camiseta enrolada no pescoço, o que pode indicar uma possível morte por estrangulamento.

A mulher foi encontrada morta a poucos metros de sua casa, numa área isolada nos fundos do Centro Integrado de Assistência Social (Cras), às margens de uma rua recém aberta que dá acesso a um loteamento em construção, no Jardim Centenário.

A vítima seria alcoólatra e dependente de drogas. Ela foi vista pela última vez poucas horas do corpo ser encontrado às 6h30 de quinta-feira.

Segundo revelaram seus familiares, Eurides chegou em casa por volta das 4h da madrugada alterado, possivelmente pelo consumo de álcool e drogas. Ela teria se desentendido com o companheiro, provocado tumulto na frente da residência, o que resultou no acionamento da Polícia Militar por parte de vizinhos.

O companheiro impediu sua entrada na casa e pediu que ficasse fora até passar o efeito da bebedeira. Ela permaneceu na rua, sendo encontrada horas depois já sem vida.

Apesar de tudo apontar para um possível homicídio, o delegado Valdir Tramontini, que cuida do caso, prefere cautela. “Qualquer afirmação nesse momento ainda é prematura", disse Tramontini, salientando que vai aguardar o resultado do exame necroscópico que vai revelar a causa da morte.

Segundo informaram familiares, Eurídes não tinha inimigos. Seu único problema era o alcoolismo e as drogas. Seu corpo foi encaminhado para exame necroscópico junto ao Instituto Médico Legal (IML) de Marília.

Vítima teve o corpo queimado

Eurídes Batista ficou conhecida em 1996 quando foi vítima de um crime: ela teve seu corpo incendiado pelo então amásio.

A mulher teve mais de 79% do corpo queimado e ficou internada por vários meses na Unidade de Queimados do Hospital Municipal de Marília.

O companheiro da época, por sua vez, permaneceu foragido por vários meses e depois foi preso, julgado e condenado.