09 de julho de 2026
Bairros

Academia social acolhe 200 crianças

Por Marcus Libório | Especial para o JC
| Tempo de leitura: 2 min

Aceituno Jr.

Projeto começou de forma modesta com apenas 10 crianças

200 crianças e jovens que caminham para um rumo correto na vida. Neste mês, a academia de judô Bushido, no Mary Dota, completa seis anos de vida. O projeto é exclusivamente social e não cobra um centavo dos alunos. Com campeões do esporte entre os competidores e professores, a academia, contudo, luta para conseguir a doação de um terreno (leia mais abaixo).

A academia funciona na quadra 5 da rua Manoel Jacinto Bastos. O presidente da Bushido, Marco Perota, conta que o projeto começou de forma modesta, mas, hoje, comprova que é possível se manter sem receber mensalidades ou patrocínios.

“Começamos em 2008 com 10 a 12 crianças. Hoje, vejo como algo grandioso, graças à perseverança do nosso trabalho. É uma associação sem fins lucrativos. Nossos professores são voluntários. Eles ajudam porque gostam.  Não ganham nada para dar aula. A gente leva o projeto na raça”, explica.

Ao chegar para inscrever os filhos na academia, a primeira pergunta dos pais é: qual o custo? De acordo com Perota, todos se surpreendem ao saber que as aulas são gratuitas. “A gente deixa em aberto para que a pessoa faça uma contribuição, se quiser. Mas nunca cobramos pelas aulas”, frisa.

O presidente observa ainda que não há limites para inscrições. “Se chegar dez pessoas para fazer a inscrição na academia, a gente aceita. Não há limites. Aqui nós dividimos por idade e atendemos no período da manhã até a noite. Temos quatro professores que dão conta do recado”, acrescenta. 

Os alunos, na faixa etária de 5 anos para frente, têm como incentivo a participação em campeonatos. “O mais viável para o projeto crescer seria participar de competições. Estivemos, no último final de semana, no regional de Botucatu, que nos dá direito ao estadual do Interior”, finaliza Perota.


Terreno

Já faz alguns anos que o presidente da academia social Marco Perota vem reivindicando um terreno para o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB). A intenção é ampliar a instituição. “Pelo que estou acompanhando, está em fase de finalização a entrega desse terreno destinado ao esporte aqui no Mary Dota”, ressalta.

A ideia é ampliar a academia para que seja possível aumentar a quantidade de crianças na prática do judô. “Temos crianças aqui hoje, que, se não estivessem aqui, talvez estariam largadas na rua”..


‘Não arrumo mais confusão desde que entrei’

O competidor João Vitor Xavier, 17 anos, treina judô há sete anos na academia. Ele contou sobre seu comportamento antes e depois do judô. “Minha história de vida não foi muito legal. Entrei no judô, em princípio, para me defender. Eu sempre brigava na rua e decide aprender a lutar”, lembra.

Ele observa que a disciplina é a ciência do judô e segue à risca essa filosofia, como se fosse um trabalho. “Eu mudei muito. Não arrumo confusão desde que comecei a praticar judô aqui na academia. Hoje, me questiono: por que eu vou brigar? Eu tenho tudo para ser uma pessoa melhor. O judô me trouxe isso”.