Segunda modalidade esportiva mais popular do Brasil, o voleibol vai se consolidando cada vez mais em Bauru. A cidade já teve duas participações na elite do Campeonato Paulista feminino em 1999 e 2000, através do Bauru Atlético Clube (BAC), e depois passou por um período em que as disputas se restringiram ao âmbito regional.
Nos últimos anos, o vôlei feminino voltou a ter força com a equipe da Associação Luso-Brasileira de Bauru, atualmente denominada ‘Preve/Concilig’, em referência a seus dois patrocinadores másters. No ano passado, já com o aporte da Concilig, o time fez excelente campanha e faturou o título da Divisão de Acesso do Campeonato Paulista – garantindo vaga na Divisão Especial deste ano.
E agora, no começo de 2014, o clube bauruense participou da primeira edição da Série B da Superliga, e com sete vitórias em dez partidas, ficou com o vice-campeonato, perdendo a final por 3 sets a 1 para São José na última semana, no Vale do Paraíba.
Mesmo com o segundo lugar, que adiou o sonho de chegar à elite nacional, o saldo da campanha bauruense foi bastante positivo, na avaliação da própria diretoria. “Claro que quando a gente entra em um campeonato, entramos com o objetivo de ganhar. Todos queriam o título e o acesso para a Superliga, mas, infelizmente, acabamos ficando com o vice-campeonato. Mas foi um aprendizado, nosso primeiro campeonato em nível nacional, e conseguimos chegar à uma final, aprendemos muito”, afirma Adriano Pucinelli, presidente da Associação Luso-Brasileira e diretor geral da equipe de voleibol feminino.
Além de ter vencido sete dos dez jogos que fez na Superliga B, o Preve/Concilig/Semel foi o único time que venceu o campeão São José, no returno da primeira fase, em Bauru. E o time ainda terminou o certame sem saber o que é perder no Ginásio Panela de Pressão: foram cinco vitórias, sendo quatro na primeira fase e mais o triunfo sobre Leme, na semifinal.
A pretensão do time de Bauru é disputar a próxima edição da Superliga B, que deve ocorrer entre o fim deste ano e o começo de 2015. Já a possibilidade de um convite para a Superliga principal, com início previsto para outubro de 2014, a diretoria trabalha com bastante cautela, uma vez que estas vagas são distribuídas a critério da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) – para a próxima temporada serão três vagas. Os outros times garantidos são os oito que avançaram para os playoffs da Superliga atual e o São José, campeão da Série B.
Para seguir forte
Para seguir forte no cenário estadual e também já projetando espaço em edições futuras da Superliga, a diretoria entende que o primeiro passo é fazer um bom Campeonato Paulista neste ano. A competição ainda não tem data para começar, mas extraoficialmente, há a possibilidade de início no final de julho. Certo mesmo é que o Panela de Pressão terá grandes jogos, uma vez que equipes tradicionais do voleibol brasileiro estão confirmadas no Paulistão, como Osasco, Campinas e Sesi, que ficaram nas primeiras posições da fase de classificação da atual edição da Superliga. Pinheiros, São Caetano, Barueri e Araraquara são outros times da elite nacional que integram o certame, além de Bauru. “É um campeonato duríssimo, com alto nível técnico. Podemos dizer que é uma Superliga sem Rio de Janeiro e Praia Clube/MG. Isso vai trazer grandes jogos para Bauru”, comenta Pucinelli.
Elenco e patrocínios
Após o jogo em São José dos Campos, as jogadoras foram liberadas para um período de férias e retornam aos treinos em 12 de maio, quando iniciam a preparação para os Jogos Regionais e para o Paulistão. A equipe ainda terá os Jogos Abertos no segundo semestre, no fim de novembro. Do elenco que participou da Superliga B, já estão certas as saídas da oposto Vivian, que estava emprestada pelo Piracicaba, e da ponteira Ellen, que vai para o Exterior. Sobre reforços, a diretoria vai aguardar. “Temos tempo. A gente está observando atletas, mas é embrionário ainda. Além disso, depende de quanto vamos ter de verba, mas a intenção é manter a base atual e trazer alguns reforços”, explica o diretor Adriano Pucinelli. Ele afirma ainda que o treinador Airton Nascimento e demais membros da comissão técnica serão mantidos. A boa notícia para o segundo semestre é que o Grupo Preve e a Concilig (empresa do Grupo Mandaliti) seguem como patrocinadores principais. Além disso, já estão certos o Sicredi, que estampou sua marca nas costas, e a Unimed-Bauru, presente nas mangas. Ambas estiveram nos dois últimos jogos da Superliga B e ficarão para o Campeonato Paulista. “Vamos aproveitar este mês sem trabalho de quadra para buscar outras empresas que possam somar com o projeto”, menciona Pucinelli. Na última partida em Bauru da competição nacional, já houve presença de bandeira com o novo mascote da torcida, um mamute, simbolizando a força que o time quer passar nas quadras de São Paulo e do Brasil.