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Arquivo/Douglas Reis |
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Conversa pela Internet revelou que o empresário chegou a oferecer os filhos a outro pedófilo |
A descoberta pelo Ministério Público (MP) em Brasília de uma rede de pedofilia com ramificações por todo o País levou à identificação de empresário de Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru) suspeito de praticar atos libidinosos com os próprios filhos, um menino de nove anos e uma menina de sete anos. Ontem, a Polícia Civil cumpriu mandado de busca na residência dele e apreendeu um computador. O homem está preso temporariamente.
De acordo com o delegado titular de Lençóis Paulista, Luís Cláudio Massa, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Distrito Federal (DF) apurou que, entre os contatos dos seus investigados, estava um empresário do ramo de prestação de serviços de 41 anos, morador de Lençóis Paulista.
O caso foi remetido ao Gaeco de Bauru e, posteriormente, à delegacia de Lençóis. Com autorização da Justiça, ontem, policiais civis da unidade cumpriram mandado de busca na casa do suspeito e apreenderam um computador, que será encaminhado ao Instituto de Criminalística (IC) em São Paulo para a realização de perícia.
“Nós interrogamos ele e ele confessou e falou que faz dois anos que tem esse distúrbio. Tem conversas dele com um pedófilo de Goiás oferecendo os filhos de sete e nove anos. Como o outro mora fora, ele falou que se ele quisesse, por telefone, fazer sexo virtual com as crianças para ele escutar, ele faria”, conta o delegado.
Atos libidinosos
Segundo o delegado Luís Cláudio Massa, o empresário disse ao seu contato de Goiás que ficava nu com os dois filhos e que eles faziam sexo oral nele. Ele teria assumido a troca de materiais pornográficos com outras pessoas pela Internet. “Ele falou que realmente troca fotos de adolescentes, mas que manda para a lixeira (do computador)”, diz. Através da perícia no computador, o delegado espera encontrar provas do envolvimento do empresário com a rede de pedofilia. Inicialmente, a Justiça decretou prisão temporária dele por 5 dias, mas pode ser prorrogado. Ao final das investigações, o delegado não descarta pedir a prisão preventiva do investigado. O envolvimento de outros moradores do município na rede de pedofilia será objeto de apuração. Em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o nome ou as iniciais do empresário não serão divulgados.