|
Guilherme Macon Moya |
|
|
|
O pássaro Jaçana alimenta-se de insetos, alguns invertebrados e também de grãos |
O Guia de Aves da Área de Proteção Ambiental (APA) de Ibitinga (90 quilômetros de Bauru) é na verdade uma maneira de fazer com que o homem conheça as aves e as valoriza, seja por seu canto, beleza ou pela importância que elas têm na sociedade. Foi criado para auxiliar educadores de Ibitinga e região a executarem suas atividades extraclasses, por meio da identificação de espécies de aves muitas vezes desconhecidas pela população local.
Ele também pode ser utilizado como uma forma de facilitar as atividades dos guias turísticos possibilitando focar e valorizar as aves em seu ambiente natural. O guia não contempla todas as espécies da APA de Ibitinga, foram escolhidas as mais fácies de serem avistadas por quem navega ou pesca ao longo dos inúmeros rios e alagados.
As trinta espécies de aves constantes no guia foram observadas por inúmeras idas ao campo pelos autores em atividades de lazer ou pelo Projeto Trilhas, realizado pela Fundação Florestal, Secretaria de Turismo de Ibitinga e Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ibitinga (Faibi) e visa a implantação de um programa de Ecoturismo no local.
Diversidade
A publicação aprimora e instrumentaliza o turismo da Unidade de Conservação de Uso Sustentável, rica em biodiversidade e abundante em água, destacada pelas áreas alagadas, denominadas pela população local como “Pantaninho” (várzea do rio Jacaré-Pepira) e “Varjão” (várzea do rio Jacaré-Guaçu) que formam o “Pantanal Paulista”.
No “Pantaninho” e “Varjão” ocorrem importantes remanescentes de vegetação em estágio avançado de regeneração e da fauna a ela associada, como: tamanduá-mirim, veado campeiro, lobo guará, onça parda, além de diversas espécies de aves e peixes, algumas delas ameaçadas.
Na APA Ibitinga também ocorrem várias formações florestais como a Floresta Estacional Semidecidual (que fica parcialmente desfolhada na época seca do ano), Floresta de Brejo ou paludosa (que fica permanentemente inundada, abrigando as nascentes dos rios), floresta ou mata ciliar (vegetação que protege as margens dos rios) e manchas de cerrado (áreas com vegetação de porte médio com troncos grossos e tortuosos como o Bar-batimão, Ipê Amarelo do Cerrado ou o Angico do Cerrado).
Leia também
Aves combatem excesso de insetos
Melhores horas para observar as aves são de manhã e à tarde