08 de julho de 2026
Bairros

Estação também é das frutas 

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 2 min

Quem frequenta os supermercados e as feiras certamente deve notar que, nessa época do ano, aumentam a oferta e a variedade de frutas. Considerada a estação dessas delícias naturais, o outono favorece o cultivo de uma grande variedade de espécies, derrubando os custos da produção e dos preços nas bancas. Por outro lado, uma boa gama desses coloridos, doces e saudáveis alimentos também pode ser apreciada gratuitamente nos pomares dos bairros da cidade.

Na casa do empresário José Carlos Lacerda a oferta é grande, apesar do quintal ser pequeno. Em alguns metros quadrados, ele mantém 14 árvores frutíferas diferentes. E tem para todos os gostos: manga, jabuticaba, uva, laranja, poncã, amora, caqui, acerola, caju, fruta-do-conde, romã...

“Eu nasci no sítio e não abro mão de trabalhar a terra e fazê-la produzir. As frutas são bonitas e todos gostam. Quando a carga é grande, eu distribuo para os vizinhos... Cuido desse pequeno pomar há uns 20 anos, com muito carinho. O retorno também é a terapia que os cuidados com as plantas representam”, acredita o morador da rua Professor Noracylde Lima, na Vila Nova Paulista.  


Saúde ao alcance das mãos

Quando a psicóloga e professora universitária Liara Rodrigues de Oliveira escolheu o seu novo endereço, uma casa localizada na rua Anhanguera, no bairro Higienópolis, ela optou por uma residência com quintal amplo e habitado por plantas. Isso porque ela considera o contato com a natureza fundamental para a saúde e o bem-estar. E no pacote vieram as frutas.

“Temos cajueiro, jabuticabeira, goiabeira, abacateiro, bananeiras, pés de acerola, mamão, caqui e até de café. Escolhemos um espaço com essas frutas, com a grama e a terra por questões como bem-estar, qualidade de vida e até distração ao colher os frutos, fazer sucos naturais... Dividir também é outra vantagem. Sempre que temos, eu levo para as pessoas do meu trabalho”, comenta.  


Vizinhos também ganham

O aposentado Adérito Alano dos Reis veio de Portugal para o Brasil aos 18 anos de idade, e trouxe de lá o gosto pelo trabalho com a terra. Há cerca de quatro anos, ele montou um pomar em um quintal na frente de sua casa, na rua Saldanha da Gama, na Vila Souto. “Tínhamos lavoura de castanha em Portugal, claro que tudo era diferente, mas fazer a terra produzir é sempre bom”.

No pomar de “seu” Adérito há frutas cítricas como limão, laranja lima, laranja baiana, poncã, além de mamão formosa, papaia, manga, uva, figo, entre outras. E basta uma árvore apresentar algum tipo de doença para que ele já prepare uma muda para perpetuar a espécie.

“Eu gosto de frutas, mas minha esposa adora. Também acho bom compartilhá-las com os vizinhos. Além do mais, cuidando de tudo, eu me exercito”, explica.