09 de julho de 2026
Internacional

EUA: FMI adia até 2015 debate sobre reformas emperradas há 4 anos

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Alegando confiança de que o Congresso norte-americano ainda aprovará o projeto de reformas até o fim deste ano, o FMI (Fundo Monetário Internacional) vai adiar para o início de 2015 o debate sobre alternativas às mudanças emperradas desde 2010.

 

Após a divulgação do comunicado final do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), neste sábado (12), a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, disse que ficou claro nos encontros entre FMI e G20 nesta semana, em Washington, de que há um "caminho a seguir" se as reformas não forem completadas ou se precisar haver uma "reforma da reforma".

 

"Mas isso é um outro debate, que teremos no início de 2015", afirmou. Para o ministro das Finanças de Cingapura, Tharman Shanmugaratnam, é "inteiramente possível" que os EUA ratifiquem as reformas neste ano, já que há "um consenso político muito maior no Congresso" americano. Ele ainda defendeu que o mundo será "menos seguro" se as reformas não forem aprovadas.

 

Em novembro, o país terá eleições legislativas que definirão 36 dos cem assentos no Senado e mudarão toda a composição da Câmara.

 

Em 2010, o fundo fechou um acordo sobre reformas de quota e de governança do FMI, dão mais peso a emergentes como o Brasil, e aumentam em 100% a capacidade de financiamento do fundo, para cerca de US$ 740 bilhões.

 

Os EUA, principal país acionista do FMI, têm, na prática, poder de veto no organismo multilateral. Isso porque conta com 16,75% de poder de voto e, para ser aprovada, a reforma exige 85% de apoio.

 

Brasil 

Mais cedo, o ministro da Fazenda sugeriu ao fundo "desvincular" a reforma do conselho de diretores do órgão (em que todos seriam eleitos diretamente) da mudança nas cotas dos países-membros.

 

A ideia é definir que nem todas as mudanças necessitam de 85% de aprovação entre os membros para passar.

 

"O FMI não pode seguir paralisado e seu comprometimento com a reforma", disse Mantega. "A demora extraordinária na aprovação da reforma de cota e governança de 2010 pelo Congresso americano é preocupante e danosa para o FMI. Todo o esforço dirigido a estas reformas dos governos dos países membros e do Comitê Executivo está sendo desperdiçado."

 

Em seu comunicado final, o IMFC usou os mesmos termos que o G20 sobre a reforma, dizendo estar "profundamente decepcionado" com o atraso da aprovação das reformas.