A 60 dias do início da Copa do Mundo, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, defendeu os resultados alcançados ao fim da primeira semana de ocupação policial nas favelas do complexo da Maré. A comunidade fica localizada em um ponto estratégico, na rota do Aeroporto Internacional do Rio, entre a avenida Brasil e a Linha Vermelha.
Desde a entrada das forças de segurança, houve uma série de ataques aos militares espalhados pela região, antes controlada por facções de traficantes e milicianos. Segundo o governador, a quantidade de drogas e armamentos encontrados nas comunidades surpreendeu as autoridades envolvidas na operação.
Anteontem, a primeira morte foi registrada no processo de ocupação da Maré. Pezão, no entanto, descartou a possibilidade de aumentar o número de policiais e militares para controlar a situação na região.
“Se for preciso reforçar, vamos reforçar. Mas não é o caso. A ocupação começou há apenas uma semana, em um local antes comandado por duas facções do tráfico, além de milicianos. Não é fácil. Não é trivial”, disse Pezão, que esteve na manhã de ontem na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Morro dos Prazeres, em Santa Teresa.
O governador hesitou em fazer uma avaliação sobre o episódio que resultou na morte de Jefferson Rodrigues da Silva, 18, baleado por um fuzileiro naval.
“Claro que não interessa a morte de ninguém. Mas o Exército informou que eles foram atacados”, disse Pezão, que vai aguardar um relatório técnico sobre o caso. “A gente tem de analisar. Só vou falar depois que a Polícia Civil se pronunciar sobre o que ocorreu.”