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Agência Petrobras |
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"Nesse momento quero apenas pedir muita energia de vocês", declarou Foster no primeiro discurso desde o início da crise política da Petrobras |
A presidente da Petrobras, Graça Foster, pediu nesta segunda-feira (14) apoio a funcionários da estatal e disse acreditar "mil vezes" na empresa.
"Nós acreditamos na Petrobras, acreditamos na Petrobras, acreditamos mil vezes na Petrobras. Isso é prova que amamos muito o Brasil. Nesse momento quero apenas pedir muita energia de vocês", afirmou.
Foi o primeiro discurso público da presidente da Petrobras desde o início da onda de denúncias e da crise política envolvendo a empresa.
Foster participou, ao lado da presidente Dilma Rousseff (PT), de cerimônia de viagem inaugural e batismo de navios petroleiros no porto de Suape (PE).
Sem fazer menções diretas às denúncias envolvendo a empresa, Foster disse ainda que tem lido na imprensa "muitas notícias positivas sobre a Petrobras". Afirmou que essa suposta visibilidade positiva é "fruto do investimento e opção do governo federal em investir no país".
Graça Foster elogiou os funcionários presentes à cerimônia e disse ter "certeza" de que continuarão "crescendo e fortalecendo" a empresa.
"Vocês são responsáveis por tudo que conseguimos até aqui. E tenho certeza que vamos continuar juntos crescendo e fortalecendo esta empresa. Pois esta é uma opção do governo federal feita desde 2003 pelo presidente Lula e continuada pela presidente Dilma."
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Roberto Stuckert Filho/PR |
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Graça Foster e Dilma (centro) defenderam Petrobrás nesta segunda |
A presidente da Petrobras deverá ir nesta terça-feira (15) ao Senado para depor na Comissão de Assuntos Econômicos, dentro de estratégia do governo para "baixar a temperatura" da crise envolvendo a estatal e ganhar tempo para "inviabilizar" o funcionamento de uma CPI para investigar a empresa.
A Petrobras está no centro de uma crise política por questionamentos sobre a aquisição, pela estatal, de uma refinaria no Texas (EUA), e também por desdobramentos da operação Lava Jato, da Polícia Federal, focada em contratos da petroleira.
Dilma promete rigor
A presidenta Dilma Rousseff defendeu nesta segunda-feira (14) a Petrobras e disse que as denúncias de irregularidades na empresa serão investigadas e que eventuais ilícitos e casos de corrupção serão punidos com rigor. Dilma destacou que está empenhada em investigar as denúncias e que não vai admitir o uso político-eleitoral de problemas da empresa.
“Como presidenta, mas sobretudo como brasileira, defenderei, em quaisquer circunstâncias e com todas as minhas forças, a Petrobras. Não transigirei em combater todo tipo de malfeito, ação criminosa, tráfico de influência, corrupção ou ilícito de qualquer espécie, seja ele cometido por quem quer que seja, mas igualmente não ouvirei calada a campanha negativa dos que, com proveito político, não hesitam em ferir a imagem dessa empresa que nosso povo construiu com tanto suor e lágrimas, com as mãos encharcadinhas de óleo, mas também de muita esperança”, afirmou.
Dilma saiu em defesa da Petrobras durante cerimônia que marcou a viagem inaugural do navio petroleiro Dragão do Mar, construído no Estaleiro Atlântico Sul, no Porto de Suape, em Pernambuco. A presidenta garantiu que haverá apuração e punição, “com máximo de rigor”, das denúncias envolvendo a Petrobras.
A estatal é alvo de investigação da Polícia Federal, do Tribunal de Contas, da Controladoria-Geral da União e do Ministério Público, por supostas irregularidades e superfaturamento na compra de uma refinaria em Pasadena, no estado norte-americano do Texas. A denúncia também deu origem ao pedido de instalação de comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar a empresa pública.
“Mais que uma empresa, a Petrobras é um símbolo da luta do nosso povo, da afirmação do nosso país e um dos maiores patrimônios de cada um dos 200 milhões de brasileiros, por isso jamais vai se confundir com qualquer malfeito, com qualquer corrupção ou qualquer ação indevida de quaisquer pessoa, das mais graduadas às menos graduadas.O que tiver de ser apurado vai ser apurado com o máximo de rigor e o que tiver que ser punido também vai ser punido com o máximo de rigor”, afirmou.
Dilma criticou o que chamou de “manipulação de dados” que apontam a desvalorização da Petrobras nos últimos anos e comparou os números da estatal antes do primeiro governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e atualmente.
“Manipulam dados, distorcem análises, desconhecem deliberadamente a realidade do mercado mundial de petróleo para transformar eventuais problemas em supostos fatos irreversíveis e definitivos. Escondem que, em 2003, a Petrobras valia apenas US$ 15,5 bilhões e hoje, mesmo com toda a crise internacional, com problemas a ela ligados e a questões relativas e conjunturais da bolsa, o valor de mercado chega a US$ 98 bilhões”, comparou.
Dilma ainda citou o volume de reservas e de investimentos que a empresa tinha antes de 2003 e tem agora, o lucro líquido da estatal e as novas perspectivas de produção após a exploração do pré-sal. “Não podemos permitir, como brasileiros que amam e defendem este país, que se utilizem de ações individuais e pontuais, mesmo que graves, para tentar destruir a imagem da nossa maior empresa, nossa empresa mãe.”