09 de julho de 2026
Nacional

Acordo com prefeitura do Rio encerra protesto de invasores do prédio da Oi

Por Adriano Barcelos | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Após três dias de acampamento diante da sede da Prefeitura do Rio de Janeiro, um acordo entre o órgão e manifestantes determinou o fim do protesto.

Os manifestantes, mais de 300 no fim da tarde desta segunda-feira (14), haviam invadido um prédio da empresa de telefonia Oi no Engenho Novo, zona norte do Rio, e foram expulsos do local pela Polícia Militar na sexta-feira (11). As forças de segurança usaram da força para garantir a reintegração de posse, mediante ordem judicial.

Ainda à tarde, o grupo desalojado foi para a sede da prefeitura. O objetivo era pressionar o município a cadastrá-los e incluí-los nos programas de habitação popular.

A vigília de três dias foi feita sob condições climáticas ruins, com chuva e vento no Rio especialmente nesta segunda-feira (14), mas os manifestantes conseguiram fazer com que o cadastramento se concretizasse, ainda que sem garantias de que terão direito a casas ou mesmo ao aluguel social.

De acordo com a prefeitura carioca, uma reunião sob mediação da seccional fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) garantiu as condições para resolver o impasse: ainda nesta segunda-feira (14), a prefeitura esperava atender 300 pessoas. Os demais receberiam senha numerada e seriam cadastrados ao longo de dois turnos na terça-feira (15).

Confronto

Pela manhã, os manifestantes chegaram a fechar a avenida Presidente Vargas, uma das mais importantes da região central da cidade, a exemplo do que já haviam tentado fazer na sexta-feira.

Tânia Rêgo/ABr

A Guarda Municipal interveio para garantir que o trânsito na avenida Presidente Vargas, fechada pelos manifestantes, não fosse afetado

A Guarda Municipal interveio para garantir que o trânsito não fosse afetado. Houve confronto. Os manifestantes dizem que houve abuso de poder por parte dos guardas, com o uso de spray de pimenta e bombas da gás lacrimogêneo e de efeito moral.

Embora existam imagens que mostram fumaça no momento do confronto, sugerindo o uso de artefatos como o gás, a Guarda nega o emprego deste tipo de aparato. O órgão afirma que os agentes utilizaram apenas escudos e bastões e que a fumaça que aparece nas imagens não é fruto da ação dos guardas.

Durante o confronto, pelo menos dois integrantes da Guarda ficaram feridos vítimas de pedras lançadas pelos manifestantes. Um envolvido no protesto identificado como Rafael Pires da Rosa foi conduzido para a 6ª DP (Cidade Nova), suspeito de atirar as pedras.

Na delegacia, foi verificado que Rafael já possuía passagem anterior pela polícia, por porte de drogas. Em sua mochila também havia maconha. Ele foi autuado, por resistência e lesão corporal.