11 de julho de 2026
Política

?Reunião paralela? trava acordos na Câmara


| Tempo de leitura: 2 min

Entre o discurso dos vereadores e a votação dos projetos da pauta da sessão de ontem houve intervalo de quase duas horas. A ideia era que os parlamentassem costurassem acordo em torno de questões polêmicas em torno do Instituto de Planejamento e da isenção de IPTU. Qualquer possibilidade de acerto para o primeiro assunto, no entanto, naufragou por conta de reunião paralela de um grupo específico de parlamentares.

O presidente Sandro Bussola (PT), o líder do governo Renato Purini (PMDB), o líder da oposição Lima Júnior (PSDB), Fabiano Mariano (PDT) e Raul Gonçalves Paula (PV) conversavam, separadamente, na sala do chefe de Gabinete, Sérgio Alba. Os nomes foram confirmados pelo próprio petista.

A situação foi alardeada por alguns vereadores, mas irritou profundamente Moisés Rossi (PPS), que adentrou ao plenário bastante alterado. “Não sou palhaço”, bradou.

O desconforto foi grande e alguns parlamentares que comentavam o assunto no plenário ao longo da votação dos projetos chegaram a ser “censurados” por Bussola e Purini, que recomendaram que a confusão não fosse fomentada.

Rossi evitou dar entrevistas sobre o episódio. Questionado, o presidente do Legislativo confirmou a “articulação paralela”, alegando que algumas negociações exigem conversas privadas. Sandro disse ainda que há afinidades entre alguns vereadores.

Há muito tempo, aliás, comenta-se nos bastidores a existência de um grupo que, de forma corriqueira, se reúne para discutir os assuntos do Legislativo, formado pelo petista, Lima, Mariano e Renato.

Instituto

O vereador Moisés Rossi apresentou três emendas que excluíam do projeto de reorganização  e reestruturação de algumas secretarias da Prefeitura de Bauru os artigos referentes à criação do Instituto de Planejamento.

Ele alegava que a estrutura merecia ser instituída por um projeto de lei específico, com um debate mais profundo sobre seu formato.

Após o desentendimento entre os parlamentares, porém, as emendas foram retiradas e a votação do projeto sobrestada por oito semanas a pedido de Roque Ferreira (PT).

Antes disso, questionado por Lima Júnior sobre a possibilidade de votação das emendas, Rossi foi ríspido e irônico ao devolver: “Não sei. O que vocês [da reunião paralela] decidiram?”.