09 de julho de 2026
Geral

Selo celebra os 50 anos da Diocese de Bauru

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Mecânico e professora. As respectivas profissões de Marcelo Luis Rodrigues Alves, 35 anos, e Fernanda de Freitas Borges Alves, 31 anos, nada têm a ver com outra “tarefa” do casal: a de atuar. E não é um simples teatro. Marcelo e Fernanda são protagonistas do espetáculo A Paixão de Cristo, que encheu os olhos de centenas ontem no Vitória Régia.

A peça é realizada há 11 anos pela paróquia de Santa Luzia. Quatro anos após o início da encenação, Marcelo e Fernanda passaram a representar Jesus e Maria.

O casal, na época ainda namorados, estava começando a frequentar a igreja e conhecer a comunidade. Além da atitude de ambos, dois detalhes fundamentais teriam chamado a atenção de frei Alfredo Francisco de Souza na hora de escolher Marcelo para o papel de Jesus: a barba e o cabelo compridos.

“Eu fiquei muito feliz com o convite para representar Jesus. É muito bom ter a sensação de levar a mensagem Dele a cada uma das pessoas que está nos assistindo. Mesmo não sendo ator, sinto que, com a experiência, cada ano fica mais fácil”, disse Marcelo.

Algum tempo depois, o convite chegou à Fernanda. Ela foi escolhida para representar, nada menos, do que a mãe de Jesus. “Fiquei imensamente feliz com o convite. Sou professora, mas procuro sempre pegar referências em outros filmes, outras encenações, e fico atenta às orientações que o frei nos dá”, destacou.


O espetáculo

Antes de começar, uma oração em conjunto. Mesmo com o frio de quase 19 graus - de acordo com dados do IPMet de Bauru - e uma fina chuva, uma grande quantidade de espectadores compareceu ao Parque Vitória Régia para assistir ao espetáculo

“É por vocês que o espetáculo acontecerá. Muito obrigada por terem vindo”, destacou o frei Alfredo Francisco de Souza, antes de começar a encenação.

A peça reuniu cerca de 100 atores e, este ano, levou o tema da Campanha da Fraternidade: “Fraternidade e o Tráfico Humano”.

As primas Helena Regina e Regina Maria, membros da paróquia de Santa Luzia, não se intimidaram com a chuva. “Todos os anos nós assistimos a peça. Acho muito legal a maneira com que tratam o tema da Campanha da Fraternidade”, disse Helena. “Vale a pena conferir, mesmo com chuva”, completou Regina Maria.

Os mais religiosos podem até achar que foi um sinal divino, mas, assim que o espetáculo começou, a chuva parou.