08 de julho de 2026
Internacional

Exército ucraniano retoma aeroporto

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Soldados do Exército da Ucrânia entraram ontem no aeroporto de Kramatorsk, no leste do país, que era ocupado por militantes pró-Rússia desde o último sábado. Segundo o presidente Olexander Turchinov, os militares retomaram o controle do local.

A ofensiva é a primeira desde o anúncio da operação antiterrorista do governo interino ucraniano, que tem o apoio dos Estados Unidos e da União Europeia, contra milícias pró-Rússia que tentam dominar Províncias do leste.

A ação do Exército é executada após dois ultimatos e uma outra ameaça contra os ativistas, que dominam dez cidades. Os insurgentes querem mais autonomia para as regiões em relação a Kiev, apesar de grupos mais radicais pedirem anexação à Rússia.

Os militares chegaram ao local em helicópteros, e houve intensos disparos no local. Segundo moradores da região ouvidos pelo jornal britânico “Guardian”, os militares dispararam com munição letal contra os ativistas, que tentavam reagir usando coquetéis molotov e pedras.

O prefeito de Kramatorsk afirma que as tropas ucranianas ocuparam o terminal aéreo e bloqueiam a sua entrada. Centenas de manifestantes tentam entrar no aeroporto e protestam contra a ação militar.

Os militares respondem disparando para o alto, enquanto montam barricadas para tentar impedir a entrada das tropas por terra. Ainda não há números oficiais sobre mortos e feridos, mas agências locais e a imprensa russa dizem que há mortos.

Em entrevista ao canal Rossiya 24, um integrante das milícias pró-Rússia disse que caças ucranianos abriram fogo contra eles, a uma altura de dez metros. Os militares ucranianos afirmam que as aeronaves tiveram que decolar para defender a base, mas negou o bombardeio.


Operação

Mais cedo, o chefe da ação disse às milícias que não haverá novos ultimatos e que o Exército começará o combate contra “os invasores estrangeiros”. “Os ultimatos servem para civis. Isso é uma operação militar.”

A operação havia sido anunciada pelo presidente Olexander Turchinov. Em discurso, ele voltou a acusar a Rússia de pela revolta no leste do país. Para ele, os planos do vizinho são brutais e não incluem apenas a Província de Donetsk, uma das áreas com maior número de insurgentes.