08 de julho de 2026
Cultura

Chamada para a Copa

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 2 min

Divulgação

Fernando Garroux, de Agudos, foi selecionado para o Call Parede, em São Paulo

O “street artist” Fernando Garroux, “Garu”, de Agudos, é um dos selecionados para participar da segunda edição da Call Parade em São Paulo, intervenção artística que propõe dar um toque verde-amarelo à paisagem urbana da Capital como aquecimento para Copa do Mundo de 2014. O objetivo é materializar uma ideia artística ou de design customizando 40 orelhões que serão expostos em São Paulo de 8 de maio a 7 de agosto.

O evento nasceu da parceria entre a Toptrends – empresa com know-how em eventos de rua, licenciadora nacional da CowParade – e a Telefônica Vivo, patrocinadora oficial da Seleção Brasileira. Tem como conceito promover a conectividade entre as manifestações artísticas, seus realizadores e a população.

Na Call Parade serão instalados 30 orelhões customizados pelos artistas na avenida Paulista e outros dez em diferentes locais selecionados pela organização do evento entre o centro comercial e cultural da Capital e comunidades fora da região central.

Garu trabalha com grafite há 11 anos e, atualmente, faz parte do coletivo artístico bauruense StarBox Art, especializado em decoração, arte e design de interiores. O agudense participou de seleção, que envolveu 208 artistas e na qual foram selecionados 15 trabalhos.

JC – Como surgiu a oportunidade de participar da Call Parade?

Fernando Garroux – Eu participei de uma seleção. Mandei um desenho que foi aprovado e estou indo para São Paulo. São 25 artistas famosos convidados e mais 15 que passaram por uma seleção. Foram 208 artes enviadas e 15 foram escolhidas. A minha é uma delas. Os 25 artistas convidados terão seu trabalho exposto na avenida Paulista e vai ter espaço para mais cinco destes 15 que foram selecionados. Os outros dez ficarão espalhados pela cidade. Estou torcendo para que o meu trabalho fique na avenida Paulista.

JC – Você já tem a concepção do seu trabalho?

Garroux – Já tenho. É Copa do Mundo e faço grafite de animais (veja nesta página). Eu vou fazer um canário amarelo, que tem relação com a Seleção. Mandei este desenho e foi aprovado.

JC – Faz 11 anos que você trabalha com grafite. Como tomou contato com esta arte?

Garroux – Eu sou de São Paulo, nasci lá. Então, sempre admirei e gostava de ver grafite na rua. Mas lá eu não fazia. Foi quando eu mudei para Agudos que comecei a fazer. Pesquisei, estudei me virei sozinho para aprender a usar spray.

JC – Você desenvolveu sua técnica sozinho?

Garroux – Não tinha ninguém que pintava e que me dissesse ‘se você fizer isso, você vai afinar seu traço’, ou explicar onde e como sombrear. Foi sozinho, porque eu não tinha contato com grafiteiros. Era eu e eu. Pegava minha tinta e ia para rua.