Estados Unidos, Ucrânia, Rússia e a União Europeia (UE) chegaram a um acordo ontem para o desarmamento de todos os grupos ilegais na Ucrânia e a anistia para quem participou de distúrbios no país, anunciou o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov.
Foi a primeira reunião entre as quatro partes para resolver a crise ucraniana, que começou em novembro, com protestos contra o governo pró-russo de Viktor Yanukovich.
Lavrov indicou durante uma entrevista coletiva que este acordo prevê também a desocupação de todos os prédios públicos tomados por grupos armados em diversas localidades do leste da Ucrânia.
Há duas semanas, manifestantes pró-Rússia começaram a ocupar prédios públicos em três Províncias do leste do país, região de maioria étnica russa.
Enquanto alguns manifestantes chegaram a declarar a independência da Ucrânia que agora é governada por aliados da Europa, após a queda de Yanukovich em fevereiro, a demanda tem sido, em geral, a federalização do país.
Feridos
Na última terça, a Ucrânia lançou uma operação do Exército para desfazer as ocupações. Pelo menos três pessoas morreram ontem durante um ataque a uma base da Guarda Nacional em Mariupol, na Província de Donetsk, no sul do país. Segundo o governo ucraniano, os mortos eram milicianos pró-Rússia.
Este é o incidente confirmado mais grave desde o início da operação do Exército para desfazer ocupações e bloqueios montados há duas semanas por manifestantes pró-Rússia em três Províncias do leste do país, na última terça
O ministro do Interior, Arsen Avakov, afirmou que os mortos faziam parte de um grupo de 300 pessoas, todas armadas, que pretendiam invadir o local. Outros 63 homens foram detidos e mais 13 ficaram feridos, nenhum deles integrante da Guarda Nacional.
Ajuda americana
Ontem os Estados Unidos anunciaram que vão enviar ao Exército ucraniano suplementos não letais, como medicamentos e colchonetes.
“Os Estados Unidos continuam seu apoio à Ucrânia. Barack Obama aprovou o envio de assistência militar adicional não letal”, explicou o secretário de Defesa de Estados Unidos, Chuck Hagel, em entrevista coletiva.