Alguns parentes das mais de duzentas crianças desaparecidas na balsa afundada na Coreia do Sul ofereceram amostras de DNA neste sábado para ajudar a identificação dos mortos, enquanto o resgate se transformou em uma missão para recuperar a embarcação e os corpos das pessoas a bordo.
O Sewol, que levava 476 passageiros e tripulantes, afundou na quarta-feira em uma viagem do porto de Incheon para a ilha turística de Jeju, no sul do país. Trinta e duas pessoas tiveram suas mortes confirmadas.
O capitão Lee Joon-seok, foi preso nas primeiras horas de deste sábado (19), acusado de negligência, assim como dois membros da tripulação, incluindo o terceiro imediato, que controlava o timão no momento do acidente.
Mais tarde promotores disseram que o terceiro imediato conduzia o Sewol nas águas onde virou e afundou pela primeira vez em sua carreira.
Indagado por que as crianças receberam ordens de ficar na cabine ao invés de abandonar o navio, Lee, aparentemente perturbado pela dimensão do desastre, disse que temeu que caíssem na água pela correnteza forte.
Relatos iniciais mostraram que a balsa se inclinou e virou. Membros da tripulação disseram que o capitão Lee Joon-seok, que não estava na ponte de comando inicialmente, tentou em vão endireitar o navio.
Parentes das 270 pessoas listadas como desaparecidas assistiram ao vídeo submarino feito nas águas turvas depois que mergulhadores relataram ter visto três corpos através das janelas.