09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Precisamos melhorar muito como sociedade!


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Muitos são os exemplos de que nossa gente bronzeada precisa rever urgentemente vários conceitos e modos de vida atualmente utilizados e que afetam o conjunto da nossa sociedade. Desde o péssimo "Jeitinho brasileiro" até o "Querer levar vantagem em tudo", passamos por uma série de conceitos e atitudes equivocadas que ajudam nosso povo a ter uma péssima imagem no Exterior e dentro do nosso próprio país.

Elegemos péssimos candidatos muitas vezes por brincadeiras, gozações, mas na verdade desconhecemos o próprio sistema eleitoral brasileiro e isso traz consequências que muitas vezes transformam o chamado voto de protesto num ato de burrice sem limites. Essas atitudes inconsequentes não é primazia de uma ou outra camada da sociedade, nela estão inclusas todas as letras que compõe as classes sociais de A a E.

Esta semana tivemos um exemplo que graças aos celulares e a internet ficou conhecido dentro e fora do nosso país. Claro que, com repercussão altamente negativa. Um jovem de classe média alta chega ao campus da UNB ? Universidade de Brasília com seu veículo e abalroa outro veículo que estava estacionado corretamente naquele imenso estacionamento da UNB.

Ele iria fugir do local e de sua responsabilidade de cidadão honesto quando percebe que havia testemunhas e estas tinham celulares nas mãos. Ele então pega um pedaço de papel, se dirige ao para brisas do veículo danificado e deixa um bilhete:

"Olá, meu nome é João. Bati acidentalmente no seu carro e alguém viu. Por isso, estou a fingir que escrevo meus dados. Desculpe".

Ele não se chama João, não tem senso de cidadania nem de qualquer resquício de honestidade correndo em suas veias, apenas é mais um brasileiro levando vantagem sobre outro brasileiro vitima de uma sociedade perversa, mal administrada, porém, especializada em dar golpes e tentar se safar de seus equívocos, seus crimes e problemas.

Isso poderia acontecer em qualquer lugar do Brasil, porém, seria difícil imaginar que ocorra num país de primeiro mundo, onde o respeito pelo próximo é algo que vem de berço, vem do seio da família. Sim, ainda existem famílias nos moldes tradicionais, daquelas que põe crianças no mundo, criam, educam e as tornam jovens cidadãs para o mundo.

Enquanto isso, nós aqui, no chamado terceiro mundo ,vamos convivendo com os "Joãos" da vida. Somos os manés do mundo, que pensam ser espertos quando deveríamos ser inteligentes e honestos.

Rafael Moia Filho