Pressionado pela cúpula do PT, André Vargas (PT-PR) voltou hoje a rechaçar a hipótese de renunciar ao mandato em conversa reservada com o presidente da legenda, Rui Falcão, em Brasília.
O deputado licenciado enfrentou o dirigente petista ao dizer que não renunciaria pois tem condições de se defender com apoio de grande parte da bancada.
Falcão reagiu e afirmou que a instauração de uma comissão de ética no partido é inevitável.
O deputado Júlio Delgado (PSB-MG), relator do processo contra Vargas, apresentou ontem parecer favorável para que o Conselho de Ética da Câmara investigue a relação do petista com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal.
Apesar disso, o colegiado só votará o caso dia 29, pois o deputado José Geraldo (PT-PA) pediu vista do processo. Se aprovada pelo Conselho de Ética, a decisão será enviada ao plenário e analisada pelos deputados.
Vargas é acusado de usar um jatinho de Youssef, para viajar de férias com a família. Também pesa sobre ele suspeita de tráfico de influência no Ministério da Saúde. Para Delgado, as suspeitas são suficientes para dar início às investigações no colegiado da Casa. O presidente do PT, Rui Falcão, disse a Vargas: “Você já deveria ter renunciado para evitar tudo isso”. Ontem, uma manobra regimental paralisou a tramitação do processo contra o deputado paranaense.