A promotora do Distrito Federal Márcia Milhomens Corrêa enviou à Justiça um documento alegando que depoimentos prestados em “caráter informal” ao Ministério Público serviram de base para seu pedido de quebra de sigilo de celulares do Palácio do Planalto.
O pedido de quebra foi feito dentro de uma investigação que apura se o ex-ministro José Dirceu, preso devido ao processo do mensalão, usou um celular no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília.
Sem dar maiores detalhes sobre os depoimentos em “caráter informal”, a promotora disse que os “detentores das informações” haviam se recusado a divulgar seus nomes ou que suas declarações fossem registradas.
O material foi enviado pela promotora à Justiça após o advogado José Luis Oliveira Lima, que representa Dirceu, encaminhar uma petição ao STF (Supremo Tribunal Federal) mostrando que a quebra de sigilo proposta por Milhomens para apurar se o ex-ministro usou um celular alcançaria não só o presídio da Papuda, mas também o Palácio do Planalto.
No novo documento, a promotora alega que buscava identificar especificamente as ligações feitas por celulares que estavam na região da Papuda para o Palácio do Planalto.