A greve dos servidores públicos municipais que completa nesta sexta-feira (25) quatro dias, em São Carlos (161 quilômetros de Bauru), atingiu todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Saúde da Família (USFs) da cidade, além do Centro de Especialidades Médicas (Ceme), segundo o sindicato da categoria.
Essas localidades estão funcionando apenas com um efetivo de 30%, de acordo com sindicalistas. Em algumas delas, o atendimento foi interrompido integralmente.
As paralisações diárias dos trabalhadores começaram na terça-feira, quando interromperam as atividades funcionários do SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto), agentes de trânsito e trabalhadores da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável, Ciência e Tecnologia.
Na quarta-feira (23) e quinta-feira (24), houve mais protestos, principalmente na saúde.
Nesta sexta-feira (25), os trabalhadores da saúde só não fizeram greve nas duas UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento).
Desde o início da greve, ao menos 710 consultas foram canceladas em diferentes unidades em razão da paralisação. A categoria pede reajuste salarial de 10%, incluindo a reposição inflacionária.
De acordo com o Sindspam (Sindicato dos Servidores Públicos e Autárquicos Municipais de São Carlos), a greve atingiu nesta sexta-feira (25) a maior quantidade de servidores desde o início da mobilização.
O presidente do Conselho Municipal de Saúde, Natanael da Silva, a paralisação no setor afetou, principalmente, o Ceme. No local, que é referência para 24 especialidades e atende também a região, o atendimento está reduzido, com apenas 30% dos funcionários trabalhando.
Adail Alves Toledo, presidente do sindicato, se reuniu com representantes da prefeitura na Secretaria de Administração na manhã desta sexta-feira (25) e afirmou que o sindicato vai apresentar uma possível nova proposta da administração no período da tarde.
O governo oferece 7%, já contabilizada a inflação do período.
Uma assembleia pode definir pela continuidade ou não da greve.
A prefeitura não informou quantos trabalhadores aderiram às paralisações.