08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Que tribunal queremos?


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Ainda hoje é possível acompanhar um amontoado de gente bombardeando o julgamento do mensalão, acusando os integrantes do STF de levianos. Nada mais débil e parvo, pois que o lulopetismo, nefasta forma de governo, deixou de ser um problema partidário para se tornar uma seita religiosa. Insana, cruel, covarde, que age movida a ofensas contra todos os que não professam seu credo e por ataques desmedidos contra quem cruza seu caminho e objetivo. Há muito não respeitam instituições, fazendo um trabalho eficaz de desmonte ético e funcional. A cooptação do Legislativo foi a mais simples. Se outrora Lula reconhecia 300 picaretas, tão logo assumiu o governo cuidou para que passassem a 400 com fidelidade canina. Aos militares, a humilhação, criando um cenário místico e leviano que pode ser desmentido por quem, não comunista, tenha vivido naquela época. Ironicamente, valorizam criminosos e terroristas treinados em Cuba, a antítese da democracia e mais longeva ditadura.De outro lado, uma pérfida Comissão da Verdade, composta pela elite comunista, virou máquina de produzir mentiras e fazer descobertas que nem o CSI ou FBI conseguiriam alcançar, condenando ou santificando como bem entende. Se a esbórnia do Legislativo e Executivo já era regra, o verdadeiro drama da república começou com o achincalhamento do Poder Judiciário, com as indicações presidenciais referendadas por um Senado comprado. Foi-se o tempo em que ministros do STF eram juízes de vasto conhecimento jurídico e a honra de seus integrantes era fator de peso na escolha. O que importa ao lulopetismo é conseguir uma oportuna maioria composta por gente selecionada a dedo, meros advogados do petismo. Descarados (...) O lulopetismo, avesso às regras e qualquer tipo de censura, criou um eficiente Tribunal de Exceção, cujo propósito é triturar reputações, condenar e julgar os que têm a audácia de afrontá-lo. Riem com escárnio e vivem com galhardia a era da impunidade, da mentira, da infâmia e do destemor às instituições democráticas. Pobre deste Brasil.

Ivan Goffi