10 de julho de 2026
Nacional

´Não escolhi fazer um programa policialesco´, diz Regina Casé

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Regina Casé, 60, usou o "Esquenta", da Rede Globo deste domingo (27) para homenagear Douglas Rafael da Silva Pereira, conhecido como DG. O dançarino, que fazia parte do elenco do programa, foi morto na favela Pavão-Pavãozinho, em Copacabana (zona sul do Rio), na última segunda-feira.

Segundo o IML (Instituto Médico-Legal), o dançarino foi vítima de disparo de arma de fogo. Na ocasião, policiais militares da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) travavam um confronto com traficantes de drogas. A Polícia Civil investiga a origem do disparo.

"Não escolhi fazer um programa jornalístico, muito menos um programa policialesco", disse a apresentadora na abertura do programa. "Mesmo num programa como o 'Esquenta' que é uma festa, a realidade foi me empurrando para temas terríveis como esse que a gente está vivendo hoje."

"Hoje, infelizmente, a gente não conseguiu por no ar o programa lindo que já estava pronto porque um dos nossos dançarinos, talvez o mais alegre, o mais querido pelas crianças, foi brutalmente assassinado com um tiro pelas costas", afirmou. "Saímos do velório sem conseguir pensar em nada, mas precisando pensar em tudo. Como é que a gente ia viver junto com vocês essa dor?"

O programa contou com a participação da mãe de DG, Fátima Silva, que mostrou fotos da infância do filho.

"Eu estou muito aliviada de te ver chorando um pouquinho. A Fátima não derramou uma lágrima o velório inteiro", relatou Regina. "A coisa que eu mais queria era que ela se sentisse em casa, abraçada."

A ex-mulher do dançarino, Larissa, disse que ainda não sabe como falar com a filha deles, filha Laila, de 4 anos, sobre o ocorrido.

"Ele amava ela mais que tudo nesse mundo. Está muito difícil, eu não sei como falar para ela", afirmou. "Eu disse que ele tinha virado uma estrelinha no céu e que a gente tinha que orar por essa estrela todo dia. Ela diz que não, que o pai é só dela."

Famosos como Carolina Dieckmann, Preta Gil, Leandra Leal, Fernanda Torres, Fernanda Paes Leme, Carlinhos de Jesus e Ana Botafogo, que estavam na plateia, se emocionaram com os depoimentos.