08 de julho de 2026
Nacional

Bernardo: morte ganha nova versão

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Em nova versão, o advogado da assistente social Edelvânia Wirganovicz, que admitiu ter ajudado a ocultar o corpo de Bernardo Boldrini, 11 anos, afirma que a morte do garoto não foi planejada e ocorreu devido a uma superdosagem de medicamentos.

Demetryus Eugênio Grapiglia, responsável pela defesa da assistente-social, afirma ter ouvido o relato em visita a Edelvânia na última sexta-feira. Já a Polícia Civil investiga a possibilidade de que o crime tenha sido premeditado.

O corpo de Bernardo foi achado numa cova rasa em um matagal em Frederico Westphalen (a 447 km de Porto Alegre). O pai dele, Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Ugolini, e a assistente social estão presos sob suspeita de participação no crime.

Segundo o advogado, que defende a anulação de um primeiro depoimento dado pela assistente-social à polícia, o remédio foi dado por Graciele, que queria fazê-lo dormir.

Os dois saíram depois rumo a Frederico Westphalen, distante cerca de 80 km de Três Passos, onde morava o menino e a família. 

“A madrasta queria que o menino dormisse a qualquer custo. Achou que (o remédio) não fez efeito. Então aumentou e nisso deu uma dose cavalar”, afirma.

De acordo com a nova versão relatada por Grapiglia, o garoto demonstrava estar sonolento e, subitamente, parou de apresentar reações.

“A Edelvânia não viu o que ela (Graciele) ministrou (o remédio). Só viu que o menino estava desmaiado no carro e não respondia mais”, diz Grapiglia, para quem a assistente-social foi pressionada pela amiga a ajudar a enterrar o corpo.

Em depoimento anterior, ela afirmou ter recebido R$ 6 mil como parte do pagamento para participar do crime. Segundo Grapiglia, o depoimento ocorreu sem a presença de um advogado e não deve ser validado na Justiça.