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Malavolta Jr. |
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Vereador Raul Gonçalves Paula propõe a revisão da legislação municipal que trata do tema |
A última atualização da lei municipal que isenta os doadores de sangue de taxas de inscrição em concursos públicos e processos seletivos foi feita em 2006. A regra é válida para os cidadãos que colaboram com bancos de bolsas públicos ou privados, desde que a última contribuição tenha ocorrido no mesmo ano das provas. O vereador Raul Gonçalves Paula (PV), contudo, cogita propor o fim desse benefício.
Ele argumenta que, para conseguirem a carteirinha de doadoras e, consequentemente, as isenções, algumas pessoas mentem nos questionários que antecedem a coleta do sangue. As perguntas, em sua maioria, são relativas a práticas sexuais e uso de drogas.
“Dessa forma, elas ficam com as carteirinhas, mas se os exames apontam algum problema, o sangue é inutilizado. Não pode ser utilizado para salvar vidas”, pontua o parlamentar.
Informações falsas prestadas aos bancos de sangue podem, contudo, provocar danos ainda maiores, segundo Raul.
Médico, ele explica que os exames feitos nas amostras do sangue doado são ineficazes para apontar contaminações, infecções e doenças contraídas nos dois meses que antecedem a coleta.
Portanto, se um doador mente no questionário e, neste intervalo de tempo, manteve relações sexuais desprotegidas ou utilizou drogas injetáveis, torna vulneráveis os pacientes receptores do sangue.
“Ou seja, é possível dizer que alguém que receba o sangue de doadores que mentiram sobre seus hábitos possam contrair, por exemplo, o vírus do HIV”, observa o vereador.
A proposta de revisão da lei já ganhou a adesão de Lima Júnior (PSDB). Segundo ele, “vantagens pecuniárias” não geram bons resultados.
Raul concorda e não acredita que a lei tenha impactado de forma significativa na quantidade de doadores.
7 dias
Para garantir mais segurança aos bancos de sangue, já existem instrumentos - envolvendo biologia molecular - que reduzem de dois meses para uma semana a janela de tempo necessária para a identificação de contaminação por vírus ou bactérias que inviabilizem as transfusões.
A tecnologia é batizada de Nat. Na tribuna, Raul defendeu a implantação do sistema tanto no Hemonúcleo - banco de sangue público - quanto no Hemovida – privado -, que possui postos de coleta na Unimed e na Beneficência Portuguesa.
“Os exames analisam a tipologia do sangue e doenças como hepatites B e C, doença de Chagas e sífilis. Antes de chegarem ao receptor, as bolsas recebem um aval de um profissional médico. Por isso, quanto maior for a segurança, melhor”.