08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Moradores do centro: não é bem assim


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Para esclarecer possível confusão que possa ter causado a reportagem de 25/4, gostaria de dar meu depoimento, como moradora e proprietária no começo da rua Agenor Meira, onde vivo muito bem, sem sustos e sem medos desde 1979, quando comprei minha casa. Aqui nunca vi nem ouvi tiroteio, nunca vi assalto, nunca fui assaltada, nem nunca fiquei fechada dentro de casa, ao contrário, sento-me na frente de casa para usufruir da frescura das tardes, em tempos de verão e nunca fui sequer incomodada. Os policiais que constantemente passam por aqui, a caminho do pátio da estação velha da paulista, cumprimentam-se sempre e eu sempre os agradeço pela proteção e segurança que nos dão a nós velhos proprietários moradores das imediações. Acontece que somos quase todos, com raras exceções, que são os nossos descendentes, pessoas maiores de sessenta, setenta e até mesmo de oitenta anos, que nos recolhemos cedo, entre dez e onze e levantamos cedo.

Contamos também com nossos ótimos vizinhos que são os bombeiros (pago essa taxa com muito gosto) os quais também ajudam a manter a segurança. Os vizinhos são todos velhos conhecidos e amigos e se não nos movimentamos mais à noite, é mesmo por que não temos mais idade para isso e os jovens daqui vão para outros lugares, com seus amigos da mesma idade.

Não sei de que janela aparece a moça que tem tanto medo e ela me parece mais jovem do que a maioria de nós. Quem sabe falta-lhe enturmar-se com gente da mesma idade para ir a outros lugares.


Isolina Bresolin Vianna