A Governadora do Distrito LC8, Márcia C.l Altafim, veio comemorar os 58 anos de fundação do Lions Clube de Bauru Centro. O sr. Hecmet Farha completou 58 anos de sócio e fundador desse clube, o único ainda vivo. Guarda zelosamente o documento original da sua fundação. Os senhores João Svizzero e Milton Simão, empresários locais bem sucedidos, completaram 45 anos de sócios desse clube que já apadrinhou 4 dos 6 outros Lions desta cidade. Indago-me: como 3 homens exemplares em suas vidas permanecem ainda ativos num clube de serviço? Que força os mantêm nessa caminhada?
A sociedade bauruense tem noção do que esse e outros clubes de serviços, sem fins lucrativos, têm feito nesta cidade? Quantos benefícios já realizaram, somente servindo, sem se importarem com o reconhecimento que deveriam ter? Aplica-se aqui a máxima: "O que a mão direita faz, a esquerda não precisa saber". O presidente, dr. José C. Tosi, apresentou as participações entre 2013 e 2014: em consultas oftalmológicas gratuitas, doações a algumas creches, maternidades e asilos, na colaboração da Feira da Bondade da Apae. As taxas arrecadadas dos sócios são remetidas, parcialmente, ao Lions Clube Internacional, que as destina aos seus grandes projetos, nos auxílios a catástrofes e outras benfeitorias, que silenciosamente são realizadas, sem o conhecimento e o reconhecimento das populações beneficiadas.
O novo sócio recebe um distintivo onde se lê "Nós Servimos". Está aí uma das motivações. Servir sem se importar a quem, quando, onde e a que custo, quanto precisa se dedicar fisicamente ou monetariamente, incentivando e promovendo campanhas até para melhorar o meio ambiente, tudo em benefício da sociedade. Nos jornais, os clubes convidam a comunidade a participar de eventos, com a finalidade arrecadatória de auxiliar os carentes. São bazares, jantares, almoços, apoios às causas de outras entidades, imbuídos somente pelo espírito de servir.
O entusiasmo com que esses 3 sócios se entregam num projeto pré-determinado já se constitui numa injeção de ânimo aos demais companheiros. Responde a Governadora, aos que falam maldosamente que Lions só sabe fazer jantares. "Eu digo: também tomamos o café da manhã e almoçamos, como qualquer pessoa sempre o faz". A diferença é que dedicando alguns minutos diários, somando-os ao final do mês, resultam em horas de trabalho silencioso, na ajuda daquele que mais precisa, demonstrando que podemos ser melhores a cada dia.
É grande o prazer ao ver o sorriso de uma criança na creche ou de um idoso numa casa de repouso, quando se leva um lanche, um presentinho no dia das crianças, uma fralda infantil ou geriátrica, roupas arrecadadas e doadas que não se usa, mas que para o outro é imprescindível.
Para uma carreira política, não faltariam realizações concretas para citarem nos palanques. Por sentirem um vazio interior, quantas pessoas querem fazer alguma coisa em benefício de alguém. Converse com alguém que pertença a um desses clubes, conheça os objetivos, "sinta" se tem o perfil do que está procurando e engaje-se e verá que esse vazio será transbordado e que talvez daqui a alguns anos terá recebido um distintivo de reconhecimento pelos relevantes, silenciosos e desinteressados serviços que prestou aos mais carentes.
O autor é 1º secretário do Lions Clube de Bauru
Centro e professor da FOB-USP