10 de julho de 2026
Nacional

Dilma agrediu médicos brasileiros ao compará-los com cubanos, diz CFM

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

O CFM (Conselho Federal de Medicina) divulgou anteontem uma carta aberta à presidente da República onde diz que Dilma Rousseff "agrediu de forma direta e gratuita os cerca de 400 mil médicos brasileiros ao compará-los com os profissionais cubanos".


Em entrevista a jornalistas, Dilma disse o padrão de atendimento dos cubanos é melhor que o nosso. A presidente disse isso referindo-se ao tratamento inicial oferecido aos pacientes pelos médicos brasileiros nos serviços públicos de saúde.


De acordo com ela, os profissionais cubanos que participam do programa Mais Médicos oferecem aos pacientes brasileiros um tratamento mais "humano" e mais atencioso.


"Tal afirmação representa mais uma agressão direta e gratuita aos 400 mil profissionais que têm se empenhado diuturnamente no suporte às políticas de saúde e no atendimento à população nas redes pública e privada", diz o CFM por meio da carta aberta.


De acordo com o conselho, "apesar da ausência de estímulos do Estado e das parcas condições de trabalho", os profissionais brasileiros "agem como heróis em postos de saúde, em ambulatórios e nos hospitais e prontos-socorros, constantemente abarrotados por cidadãos com dificuldade de acesso à assistência".


O documento diz ainda que o "desespero de alguns poucos médicos diante de uma demanda crescente, da ausência de suporte e da incompetência dos gestores pode causar a falsa impressão de insensibilidade".


"Na verdade, Senhora Presidente, são profissionais que foram brutalizados pelo Estado. Desmotivados e sem esperança, tentam seguir adiante sem as mínimas condições de exercer uma medicina de qualidade e nem de estimular uma boa relação médico-paciente".


Para o CFM, os "números mostram que a saúde pública brasileira está em crise".


Sem citar, a carta faz uma referência ao tratamento da presidente contra um câncer linfático diagnosticado em 2009.


"Acreditamos que mais que ninguém a senhora pode testemunhar sobre a competência, o respeito e o carinho com que os médicos brasileiros tratam seus pacientes, acompanhando-os nas duras etapas do diagnóstico e tratamento até a cura".


E a nota do CFM termina dizendo que "não compreendemos como esse conhecimento íntimo de como nós agimos quando chamados à ação não seja lembrado pelo governo até em oportunidades festivas como a de hoje, 1º de Maio".