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João Rosan |
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Equipe de futsal reunida no Ginásio Izzat Muhamed Saadhe, o ‘Azulão’, no Bela Vista, em um dos últimos treinos da formação |
Após a liberação do elenco e comissão técnica da LO Bauru, que disputaria a Liga Paulista e a Liga Futsal em parceria com São Caetano, a promessa da diretoria era de pagamento a todos os atletas e membros da equipe técnica que trabalharam no projeto durante 50 dias.
Isso foi no final de março e, um mês depois, todos ainda esperam o acerto. Gestor da LO, Walter Ambrósio afirma que o pagamento será efetuado a partir da próxima semana, com previsão de término até o fim de maio. “Ainda não houve o acerto realmente, porque primeiro tivemos que resolver a situação jurídica da parceria com o São Caetano. Foi uma orientação dos nossos advogados em São Paulo, para em seguida poder pagar os atletas e comissão técnica”, comenta.
Ambrósio relata que a verba não será de nenhum patrocinador. “Chegamos a receber de alguns patrocinadores, mas como não disputamos o Campeonato Paulista, não fizemos jogos oficiais, que era o objetivo do contrato, devolvemos o valor. O dinheiro que vamos usar para o acerto será da própria LO”, diz o dirigente.
Drama
Enquanto o pagamento não é realizado, jogadores e funcionários vivem situação complicada por conta das dificuldades financeiras. O goleiro Du, que conseguiu acertar com o Pulo do Gato após deixar o time de Bauru, lamenta o desenrolar dos fatos. “Felizmente Deus me abriu essa porta em Campinas, no time do Pulo do Gato. Mas muitos jogadores, inclusive eu, deixaram de aceitar outras propostas para ir para a LO Bauru e aconteceu tudo isso. Infelizmente, nem 20% do que foi prometido foi cumprido”, afirma o atleta.
Sobre o episódio da ‘quebra da van’, quando a diretoria da LO Bauru/São Caetano emitiu uma nota oficial afirmando que o time perdeu por WO em Boracéia pela “Copa TV Tem de Futsal” porque a van que levaria o time havia quebrado, em março, o goleiro desmente. “Não quebrou van nenhuma. Era para a gente ter recebido o primeiro salário logo após o Carnaval, referente a fevereiro, e não ocorreu o pagamento. Não jogaríamos uma partida da Copa TV Tem em Piratininga, só aceitamos porque nos pagaram um valor extra para este jogo. Passaram-se três dias e teria esta partida em Boracéia. Como o pagamento do salário não foi efetuado, o elenco não jogou”, explica.
O fisioterapeuta Thiago Flausino também destaca que a situação gerada pela falta de pagamento afetou diretamente cerca de 25 pessoas. “Foram 18 atletas, mais o pessoal da comissão técnica. Até o momento ainda estamos esperando para receber o valor pelo período trabalhado entre fevereiro e março”, confirma.
Outro ponto abordado por Flausino diz respeito à estrutura de trabalho. “Chegamos a ter problemas com material em treino, por exemplo. No início de janeiro passei uma lista com os materiais necessários para a fisioterapia, e quase nada nos foi entregue. Tivemos dificuldade também com os exames. Teve um atleta que se machucou, passaram-se duas semanas e não conseguíamos fazer os exames dele porque não havia plano médico”, reitera.