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Arquivo/João Rosan |
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Como mostrou o JC em fevereiro de 2013, esgoto era lançado no solo, comprometendo o imóvel |
Iniciada em janeiro do ano passado e interrompida por uma série de problemas, a obra de recuperação das fundações do prédio da Câmara Municipal de Bauru foram definitivamente canceladas. Novo laudo da mesma empresa que atestou a existência de rachaduras e instabilidade na estrutura do imóvel garante que o processo de “afundamento” foi estancado.
O Diário Oficial da última quinta-feira trouxe a publicação do distrato do contrato entre o Legislativo e a Isamix Trading Ltda, responsável pelas obras. O valor global era de R$ 175 mil. Contudo, o presidente Sandro Bussola (PT) diz que a empresa receberá cerca de R$ 40 mil referentes a alguns serviços já prestados.
Segundo o petista, foi a execução desses serviços que possibilitou o cancelamento da obra contratada durante a gestão de seu antecessor na presidência da Câmara, Roberval Sakai (PP).
Quando a Isamix deu início aos trabalhos, constatou que o prédio não tinha a parte hidráulica. Como o próprio Jornal da Cidade noticiou em fevereiro de 2013, o esgoto e a água não eram lançados na rede. Tudo ficava no solo, provocando a instabilidade. O ponto mais crítico era o dos banheiros do piso térreo, que estão sendo reformados.
“Por conta disso, a execução da rede hidráulica, além de intervenções necessárias na rede elétrica, foram feitas pela empresa. Não dava para continuar com a fundação sem resolver isso antes”, pontua Sandro Bussola.
Assim que o serviço foi concluído, a própria Isamix avisou que a colocação de 10 estacas nos cantos do prédio poderia ser dispensável.
Para se certificar da informação, o Legislativo municipal acionou, então, a M.S. Tecnologia e Consultoria.
Adequações
A empresa foi contratada ainda na gestão de Roberval Sakai, por R$ 67.500,00. Em junho de 2012, emitiu laudo apontando que o coeficiente de segurança proporcionado pela obra original era muito pequeno e se tornou nulo em razão das infiltrações ocasionadas por água pluviais. As rachaduras são visíveis desde a sala da presidência até as paredes externas da Câmara Municipal.
Agora, confirmou a indicação da Isamix, que executaria a recuperação das fundações. No entanto, apontou a necessidade de duas adequações: a impermeabilização em torno do prédio, por meio de concretagem, e novas intervenções da rede de águas pluviais.
Esses serviços, de acordo com a presidência do Legislativo, devem custar metade do valor “economizado” pelo cancelamento da obra estrutural. Eles já estão sendo cotados e todo o processo será acompanhado pelo M.S. Tecnologia e Consultoria.
Fachada
Já nesta segunda-feira terá início a pintura das paredes externas da Câmara Municipal. A recuperação está sob a responsabilidade da empresa Walp Construções e custará R$ 235 mil.
O presidente Sandro Bussola (PT) explica que o alto valor é explicado pela necessidade de retirada de todas as camadas de pintura anteriores e até do reboco do prédio. “Serão feitos um novo reboco e, depois, uma nova aplicação de quartzo. A execução dos serviços complementares que garantirão a estabilidade estrutural da sede do Legislativo não afetará a pintura”, segundo o presidente da Câmara Municipal de Bauru.