09 de julho de 2026
Esportes

Basquete: a Panela ferveu neste sábado

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 5 min

Malavolta Jr.

Com a Panela lotada, equipe da cidade encara o Jogo 3 dos playoffs

Nos dois primeiros jogos das quartas de final, no Rio de Janeiro, uma vitória para cada lado. Hoje, às 16h, Paschoalotto/Bauru e Flamengo voltam a medir forças com o objetivo de avançar à semifinal do Novo Basquete Brasil (NBB) 2013/14, desta vez no Ginásio Panela de Pressão, mesmo local da partida de número quatro da série, marcada para segunda-feira, às 19h.

Mais do que um confronto equilibrado, a expectativa para a tarde deste sábado em Bauru é que os detalhes sejam decisivos. O técnico Guerrinha, do Bauru Basket, comenta que os sistema adotado atualmente nos playoffs não é o mais favorável para o time de melhor campanha, mas que independente da situação, o Flamengo chega forte.

“A gente mesmo entende que o melhor modelo é com o primeiro jogo na pior campanha e dois na melhor, pois o atual pode fazer o time que construiu a melhor campanha perder toda a vantagem em um jogo, assim como sou a favor da reclassificação após cada playoff, mas fomos voto vencido”, analisa o treinador.

Apesar disso, Guerrinha pondera que o adversário não se intimida com o fator quadra. “Claro que a gente conseguiu uma situação favorável e temos que procurar aproveitar. O Flamengo é um time que joga bem tanto dentro como fora de casa, basta ver a campanha deles no NBB e na Liga das Américas, eles foram campeões invictos do continental jogando as primeiras fases fora de casa”, explica. “Agora o nosso time sim cresce muito jogando em Bauru, com a torcida apoiando. A série é equilibrada, o Flamengo pode vencer aqui, como o nosso time também tem condições de fazer o resultado no Rio de Janeiro”, menciona.

Diferencial

Em uma série tão equilibrada, onde atletas regulares atuam dos dois lados – como Murilo Becker e Ricardo Fischer, por Bauru e Laprovittola e Marquinhos, pelo Flamengo – as partidas costumam ser decididas por quem “destoa” no contexto e consegue anotar mais pontos ou fazer uma atuação muito acima da média. Foi assim no jogo um, com Fernando Fischer, para o Bauru, e com Marcelinho Machado, pelo Flamengo, no segundo duelo, ambos no Rio.

“Um exemplo disso é o Franca. No quinto jogo (contra Uberlândia), o Antonio foi muito bem e puxou o time. E nós também dependemos muito de inspirações, na quinta partida contra Franca na semifinal do Paulista, o Larry foi acima da média, e isso puxa o time. Em jogo assim, você precisa ter um jogador que faz esse papel, e o restante do time acompanhe também”, lembra o treinador bauruense.

Agora vai?

Depois de 14 anos, Bauru tem a chance de vencer o Flamengo no Ginásio Panela de Pressão. A última vez foi em 3 fevereiro de 2002, quando o então Tilibra/Copimax, dirigido por Guerrinha e com Leandrinho, Vanderlei, Jeffty, Brasilia e Josuel em quadra, bateu o Flamengo pelo placar de 120 a 116, em partida que teve como cestinha o ala Oscar, o “Mão Santa”, com 41 pontos. Neste mesmo ano, o Tilibra venceu o Rubro-Negro no Rio, e depois sagrou-se campeão brasileiro. No atual projeto do basquete de Bauru (desde 2008) foram duas vitórias sobre o Mengão em Bauru, ambas no antigo ginásio da Luso.

“Temos que aproveitar”, diz Larry

Um dos únicos jogadores de Bauru a atuar pela equipe em todas as edições do NBB – os outros são os alas Gui Deodato e Fernando Fischer – o armador Larry Taylor afirma que o time não pode perder a chance de fechar a série na Panela de Pressão. “A gente sabe a oportunidade que tem agora, contra um time contra o Flamengo, que foi líder da primeira fase. Fizemos a parte mais difícil, que era ganhar um jogo no Rio, e agora temos que aproveitar o jogo em casa, pois quem vencer este terceiro jogo vai colocar ainda mais pressão no adversário”, resume o ‘Alienígena’.

“A gente treinou muito, todos estão preparados e focados para chegar e fazer um bom jogo”, acrescenta o jogador, que já tem mais de 200 jogos com a camisa bauruense em NBBs e, na atual temporada, possui média de 13,2 pontos por jogo, o terceiro maior pontuador do elenco, atrás apenas do pivô Murilo Becker e do armador Ricardo Fischer.

Neto: “Sem vantagem”

O técnico José Alves Neto, do Flamengo, comandou um treino na Panela ontem à noite, e destacou que o fato do time ter liderado a competição não significa nada agora. “Tudo que se faz até agora não significa nada. A série está empatada, e a intenção é ganhar pelo menos um jogo para seguir vivo na série”, comenta o treinador, que diz não ter sido surpreendido com a atuação do ala Fernando Fischer, autor de 22 pontos no primeiro jogo, no Rio. “Ele fez o que se espera dele. É um grande pontuador, desde as categorias de base”, analisa. A exemplo de Bauru, que está completo, o Rubro-Negro também não tem desfalques – apenas o ala/armador Benite, que não vem jogando desde o começo do NBB.

O ala Marcelinho Machado, cestinha flamenguista no Nacional, resume o pensamento do time carioca. “O jogo mais importante em um playoff é sempre o próximo. Da mesma forma que Bauru ganhou no Rio, podemos ganhar aqui”, explica.

 

Ingressos, só na 2ª

Os ingressos para o jogo de hoje, às 16h, entre Bauru e Flamengo, estão esgotados. Não há mais nenhum setor do ginásio disponível, uma vez que a carga foi toda vendida antecipadamente. Para quem não adquiriu bilhete, as opções para acompanhar o duelo ao vivo são o canal a cabo Sportv, a Rádio Auri-Verde (760 AM) e ainda a webrádio Jornada Esportiva (www.jornadaesportiva.com.br).

Para a partida de segunda-feira, restam pouco mais de 200 ingressos, que serão vendidos na bilheteria do Ginásio Panela de Pressão apenas na segunda-feira (dia do jogo), às 17h. Os preços são os mesmos do restante da temporada: R$ 20,00 (arquibancada), R$ 10,00 (meia-entrada) e R$ 40,00 (cadeira).