08 de julho de 2026
Bairros

Feito em casa

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 2 min

O mercado do trabalho informal está em crescimento constante, o que mantém viva a tradição do “cozinhar para fora” para engrossar o caldo do orçamento doméstico. Por todos os cantos da cidade é possível encontrar quem faça bolos, docinhos, salgados, pães, tortas e muitas outras delícias sob encomenda.

Para o consultor do Sebrae Nilton Henrique Peccioli Filho, este setor cresce por fatores que vão desde a procura por fontes alternativas de renda até a possibilidade de trabalho em casa com a praticidade da internet como um canal de relacionamento com o cliente.

Angelina Borges Resta, por exemplo, há quatro anos produz doces para festas. A iniciativa teve os amigos e a família como os primeiros clientes. Logo vieram as encomendas. “Comecei fazendo bolachas decoradas no palito e cestas de café da manhã. Fui ampliando para cupcake, bolos no palito (cakepop) e, recentemente, passei a fazer bolos para festas. Aprendi a fazer doces nos Estados Unidos, onde vivi até os 15 anos de idade”, explica.

Por que trabalhar em casa? Para a moradora da quadra 4 da rua Saldanha da Gama, na Vila Souto, esta foi uma rentável maneira de conciliar trabalho com a maternidade. “Não queria deixar minhas filhas o dia todo na escola e, trabalhando em casa, eu consigo fazer meus horários, o que me permite dar atenção às meninas”.

A criatividade e a oferta de produtos diferentes fazem parte da receita de sucesso de quem cozinha para fora. E na cozinha de Angelina, os produtos sem lactose são os atrativos. 


Desafios e formalização

Misturar a conta da empresa com a conta pessoal é um dos maiores erros cometidos por quem trabalha em casa, segundo o consultor do Sebrae. Ele explica que, antes de começar a produzir, é necessário atentar para um investimento inicial, que pode incluir a compra de fogão, micro-ondas, geladeira, pias, bancada de trabalho, armários, utensílios domésticos e uma pequena área de estoque de produtos (veja mais dicas na página 2).

“Muitas vezes, o trabalho que nasce para auxiliar nas contas e representar uma renda extra, se feito da maneira correta e profissional, acaba virando um serviço formalizado e um empreendimento muito rentável”, aposta.