08 de julho de 2026
Nacional

Campos marca diferenças com Aécio

Folhapress
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O presidenciável Eduardo Campos (PSB) disse ontem que o projeto dele e de Aécio Neves (PSDB) para o país são “distintos”. A declaração ocorre dois dias depois do tucano afirmar que não vê o ex-governador como adversário e que poderiam estar juntos em 2015.

“Temos diferenças, tanto que somos de partidos diferentes. A última vez que tivemos juntos no palanque nacionalmente foi na eleição do Colégio Eleitoral, depois de perdermos a campanha das Diretas Já!”, disse Campos, no Rio, onde participou de encontro da Juventude do PPL.

Campos disse, contudo, que os dois candidatos de oposição buscam também pontos convergentes. Mas destacou que o caminhos propostos para o país “não são a mesma coisa”.

“Temos projetos que são distintos. Tem base política e social distintas, história muito clara e que vai ter programa oferecido à sociedade. Isso não impede que tenhamos a capacidade de ver o que nos une no ponto de vista do interesse do país. Mas estamos oferecendo caminhos que não são a mesma coisa”, disse o pessebista.

O ex-governador de Pernambuco citou como exemplo a flexibilização das regras trabalhistas, à qual declarou estar contrário.

“Eu assumi o compromisso de que não vamos fazer mudança no país tirando direito dos trabalhadores. Vimos hoje o ministro da Fazenda (Guido Mantega) falando isso e o candidato Aécio em algum momento falou dessa questão.”

Ele  também citou  a idade penal como temas em que os dois têm pontos de vista diferentes. “Eu assumi o compromisso de não fazer mudanças que tirem o direito dos trabalhadores. Hoje você vê que o ministro da Fazenda fala nisso e em algum momento o candidato Aécio falou nessa questão. A maioridade penal é cláusula pétrea da Constituição Federal. O Supremo Tribunal Federal já falou sobre isso. Quem disser que vai mudar está desconhecendo decisão da suprema corte do País. Vamos colocar nossas posições. Quanto ao Banco Central, assumi compromisso claro, é fundamental que cumpra o dever de defender a moeda brasileira, o cumprimento das metas com toda clareza”, disse Campos.

“O que nos une é o compromisso com o valor democrático, o respeito aos direitos humanos”, disse.

Campos acusou o governo federal de fazer “terrorismo eleitoral” ao sugerir, segundo ele, que o Bolsa Família está em risco caso a oposição vença a eleição.

“Essa foi uma tática usada pela direita que agora é usada pelo governo dito progressista”, afirmou.