09 de julho de 2026
Internacional

Grupo reivindica sequestro de mais de 200 meninas

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

O grupo islamita Boko Haram reivindicou ontem o sequestro de 276 meninas de Chibok, no norte da Nigéria, em 14 de abril. Em vídeo, o movimento prometeu tratá-las como escravas, vendê-las em países vizinhos e forçá-las a casar.

A mensagem foi lida por um homem que se identificou como Abubakar Shekau, líder do grupo radical. “Eu capturei suas meninas. Nós vamos vendê-las no mercado, por Alá. Alá diz que eu devo vendê-las. Ele me ordenou que as venda. Vou vender mulheres. Eu vendo mulheres”.

O suposto líder aparece usando uniforme militar e de pé diante de um veículo blindado e de duas camionetes com metralhadoras. “Eu disse que a educação ocidental deve parar. Vocês, meninas, devem deixar a escola e se casar” acrescentou Shekau, que indicou manter as “pessoas como escravas”.

O Boko Haram (“a educação religiosa é pecado”, em dialeto hausa) prega o fim da educação para mulheres e quer fundar um Estado islâmico no norte nigeriano. Desde que começou a atuar, em 2009, já deixou mais de 3.000 mortos em ataques contra escolas, igrejas, mesquitas e símbolos do Estado nigeriano.

A ameaça é feita dias após a imprensa nigeriana afirmar que algumas das estudantes sequestradas teriam sido vendidas como esposas em mercados na fronteira com o Chade e Camarões a US$ 12 (R$ 26,64). Das 276 meninas, apenas 43 conseguiram fugir do cativeiro e voltar para suas casas.