10 de julho de 2026
Cultura

Festival mantém a tradição sertaneja em Bauru

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Renan Casal

Festival da autêntica música sertaneja integra duplas de várias regiões para manter acesa a chama da tradição das modas com viola e violão

Violas nas mãos, microfones a postos e as duplas começam a entoar canções que evocam o modo de vida do homem no campo. Com composições próprias ou já conhecidas do público, os músicos puderam contar, em melodia, histórias do universo sertanejo durante o 1º Festival de Música Sertaneja de Raiz do Clube da Viola de Bauru, realizado no último domingo no Grêmio Recreativo Energético de Bauru (Greb).

Ao todo, 20 duplas participaram da disputa. A vencedora foi Adriano Reis e Cuiabá, de São José do Rio Preto, que recebeu R$ 3 mil em dinheiro.

O segundo e terceiro colocados, respectivamente, foram Vitor Hugo e Gustavo, de Mirassol, e Célio e Nando, de Jaú. A premiação, que totalizou R$ 7 mil, foi distribuída proporcionalmente até o 10º colocado.

Mas, mais do que voltar com dinheiro para casa, o objetivo de quem compareceu ao evento era exaltar a tradição da música sertaneja de raiz. “Queremos preservar essa cultura. São eventos como este que ajudam a mantê-la viva. Hoje, vemos crianças de 10, 11 anos, tocando viola”, comenta Tião Camargo, presidente do Clube da Viola, organizadora do evento.

Pais e filhos

O ambiente familiar que tomou conta de todo o salão do Greb se estendeu até mesmo para o palco. Das duplas participantes, ao menos duas eram formadas por pai e filho, como Paraná e Piazinho, de Pouso Alegre (MG) e Bruno Viola e J. Silva, de Itapeva (SP).

O festival teve início às 11h, com abertura de Coral Sertanejo do Clube da Viola de Bauru, show de catira e apresentação da Orquestra de Viola dos alunos de viola do clube.

Dos 20 duetos que competiram, apenas três eram de Bauru. O restante veio do Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso e outras cidades do Estado de São Paulo.

Segundo Tião Camargo, sete jurados avaliaram os músicos respeitando critérios como letra, melodia, interpretação e afinação, entre outros. A premiação em dinheiro foi custeada pelo Ministério da Cultura e Prefeitura de Bauru por meio do projeto “Acordes de Viola”, Ponto de Cultura coordenado desde 2010 pelo Clube da Viola.