09 de julho de 2026
Nacional

Em queda livre, nível do Cantareira atinge 9,8%

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Em queda constante desde o começo do ano, o sistema Cantareira atingiu hoje a marca de 9,8% de sua capacidade total pela primeira vez na história. O índice é considerado crítico.

Reuters

Em queda constante desde o começo do ano, o sistema Cantareira atingiu hoje a marca de 9,8% de sua capacidade total pela primeira vez na história

O sistema da Sabesp registra uma precipitação de apenas 0,1 mm de ontem para hoje. A capital paulista já está há 23 dias sem chuva significativa, segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergência), da prefeitura.

A última chuva significativa registrada na capital paulista ocorreu em 12 de abril. Uma frente fria, no entanto, deve se aproximar da região na próxima quinta-feira, e pode provocar chuvas fracas.

ABASTECIMENTO

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o secretário de Saneamento de Recursos Hídricos, Mauro Arce, afirmaram nos últimos dias que descartam a possibilidade de racionamento ainda neste ano.

O secretário disse ainda que o nível do Cantareira subirá 18,5% quando o "volume morto" (reserva de água na zona mais funda das represas) começar a ser utilizado, em 15 de maio.

O problema, segundo especialistas, é que o uso do "volume morto" das represas do sistema Cantareira vai atrasar a recuperação dos reservatórios quando a chuva voltar. Isso se deve a uma espécie de "efeito esponja", que ocorre em áreas muito secas que voltam a receber chuva.

O "volume morto" é formado pela água que está no nível mais profundo das represas. Por ficar abaixo da tubulação que capta o líquido dos reservatórios, ela precisa ser bombeada para a superfície.

Se o próximo verão não tiver temporais fortes e constantes, o risco de desabastecimento dos 9 milhões de pessoas que usam o Cantareira pode se repetir em 2015.