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Reuters |
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Uma mulher segura um cartaz durante um protesto, exigindo a soltura das meninas raptadas da vila de Chibok, em Lagos |
O presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, comemorou a oferta americana de enviar uma equipe à Nigéria para ajudar nos esforços para encontrar e libertar as 276 meninas sequestradas pelo Boko Haram no último dia 14.
A porta-voz do Departamento de Estado Jen Psaki disse nesta terça-feira (6) que a embaixada dos EUA na Nigéria "está preparada para formar uma célula de coordenação" que incluirá militares americanos e policiais com experiência em investigações e negociações de reféns.
Na segunda-feira (5), um homem identificado como o líder do grupo islamista radical assumiu o sequestro das garotas e ameaçou vender as meninas.
Psaki disse ainda que o presidente americano, Barack Obama, pediu ao secretário de Estado, John Kerry, e ao Departamento de Estado para "fazerem o que for possível para ajudar o governo nigeriano a encontrar e libertar as jovens".
As meninas sequestradas têm entre 16 e 18 anos --das 276, 43 conseguiram fugir do cativeiro.
O Boko Haram prega o fim da educação para mulheres e quer fundar um Estado islâmico no norte da Nigéria. Desde o início de sua atuação, em 2009, já deixou mais de três mil mortos em ataques contra escolas, igrejas e mesquitas.
O ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague, reiterou nesta terça-feira (6) sua oferta para ajudar a Nigéria no caso.
O Departamento de Estado americano afirmou na segunda-feira (5) que as meninas raptadas provavelmente foram levadas para outros países.
Novo Sequestro
Suspeitos de pertencerem ao Boko Haram sequestraram outras oito meninas em uma vila no nordeste da Nigéria, segundo a polícia e residentes disseram nesta terça-feira (6).
As meninas de 12 a 15 anos foram raptadas no domingo (4), em Warabe, no estado de Borno.
"Iam de casa em casa buscando meninas" e "levaram à força oito meninas de 12 a 15 anos", declarou Abdullahi Sani, um morador.
Em entrevista à AFP em Gwoza, uma pequena localidade a 10 km de Warabe, Sani afirmou por telefone que os criminosos não mataram ninguém e acredita que o sequestro das adolescentes era o objetivo da operação. Os homens armados incendiaram parcialmente a localidade e os moradores se refugiaram em Gwoza após o ataque, segundo ele.
Lazarus Musa, outro morador da vila, disse à Reuters que os homens atiraram durante a operação.