09 de julho de 2026
Internacional

Após 2 anos de mandato, Hollande diz ter arrependimentos

Folhapress
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O presidente da França, François Hollande, disse nesta terça-feira (6) que se arrepende de algumas coisas e compreende que os eleitores tenham dúvidas em um momento de crise, mas prometeu responder acelerando reformas para pôr o país nos trilhos.

Hollande quebrou mais um recorde de impopularidade em uma pesquisa da CSA publicada ontem, que mostrou que apenas um em cada cinco eleitores confia nele -a pontuação mais baixa registrada por um líder francês.

No segundo aniversário de sua eleição, Hollande aceitou ser entrevistado ao vivo por uma rádio durante uma hora, durante a qual foi questionado por ouvintes irritados com a elevada taxa de desemprego e os altos impostos no país.

O líder socialista, cuja popularidade é afetada por impostos mais altos, desemprego e divergências entre ministros, disse no programa transmitido pela rádio RMC e pela TV BFM que entende que os eleitores tenham dúvidas quando o tempos são difíceis e pediu que seu julgamento seja feito no final de seu mandato de cinco anos.

"Claro que me arrependo de coisas. Poderia ter ido mais rápido, ter alertado mais sobre a situação, ter reagido com mais firmeza a assuntos como a lei sobre o casamento homossexual, que demoraram tempo demais para se fechar. Mas não sou uma pessoa de arrependimentos, sou um presidente que está preparado para reagir", disse.

A disposição de acelerar o ritmo da reforma territorial, da simplificação de uma série de obrigações administrativas, da redução dos custos trabalhistas e da redução dos impostos lideraram o eixo em torno do qual o governante quis enfocar sua ação no restante do mandato.

E, como prioridade, Hollande estabeleceu o desemprego: "A única promessa que conta aos olhos dos franceses é que possa baixar o desemprego e que o crescimento se reparta", afirmou Hollande, que disse que o objetivo é sua "obsessão".

Hollande também considerou ter tido um comportamento "digno" em sua vida privada, que ganhou destaque com sua separação da jornalista Valérie Trierweiler no final de janeiro, após a revelação por uma revista de celebridades de um romance com a atriz Julie Gayet, que aparentemente já terminou.

"Nunca caí em nenhum tipo de vulgaridade", defendeu Hollande, que insistiu em que a vida privada deve se manter privada, e que os franceses devem julgá-lo exclusivamente por sua gestão.

Popularidade

A popularidade de Hollande chegou neste mês ao nível mais baixo desde o início do governo, com uma aprovação popular de 21%, de acordo com uma pesquisa publicada nesta terça.

Foi uma redução de 5 pontos em relação ao registrado na pesquisa publicada pelo instituto de pesquisas Ifop há um mês.

Já o primeiro-ministro, Manuel Valls, teve uma taxa de aprovação de 53%. Valls obteve bons resultados entre os eleitores socialistas (72%), mas também entre os partidos mais à direita, com porcentagens sempre acima de 50%.

A pesquisa ouviu 1.005 pessoas nos dias 2 e 3 de maio.