08 de julho de 2026
Regional

Delegado de Bariri é demitido do cargo ?a bem do serviço público?

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

O delegado titular de Bariri (56 quilômetros de Bauru), Antonio Franceschini Junior, foi demitido do cargo por meio de decreto do governador Geraldo Alckmin (PSDB) publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) no último dia 1. O processo administrativo que resultou na exoneração dele foi originado por eventual omissão na guarda de uma arma de fogo, que acabou extraviada.

Na publicação, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informa que a demissão do delegado ocorreu “a bem do serviço público” e foi amparada em lei complementar, após “procedimento irregular de natureza grave” e prática de ato definido como crime contra a Administração Pública, a Fé Pública e a Fazenda Pública ou previsto na Lei de Segurança Nacional.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública declarou que não pode revelar detalhes sobre a exoneração. O delegado assistente da Delegacia Seccional de Jaú, Wanderley Benedito Vendramini, definiu a situação como “extremamente desagradável” e preferiu não comentar o caso. Ele limitou-se a dizer que a demissão ocorreu por omissão na guarda de arma de fogo, que foi extraviada.

A investigação sobre a suposta irregularidade teve início na Corregedoria da Polícia Civil de Jaú. “Em decorrência disso, teve uma apuração preliminar que redundou no processo administrativo, com demissão dele a bem do serviço público”, explica. Ele ressalta que a decisão administrativa ainda pode ser revertida judicialmente. O Diário Oficial também trouxe a aposentadoria voluntária do delegado na mesma edição.


Aposentadoria

No mesmo dia em que foi publicada no Diário Oficial a demissão de Antonio Franceschini Junior, foi publicada a aposentadoria voluntária dele com base no tempo de contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O JC apurou que a demissão pode impedir que ele seja beneficiado com a aposentadoria especial a que os delegados têm direito, mas não inviabiliza sua aposentadoria com base nas contribuições feitas ao INSS. A reportagem telefonou ontem três vezes para o escritório do advogado de Franceschini Junior, mas foi informada de que ele estava em uma reunião em Bauru.