Parece notícia repetida, mas não é. Um novo grande incêndio atingiu a mesma fazenda que já tinha sido vítima das chamas na última terça-feira. A propriedade rural fica no quilômetro 355 da rodovia Cezário José de Castilho (SP-321), a Bauru-Iacanga, e uma área de aproximadamente sete hectares (o equivalente a sete campos de futebol) foi, de novo, devastada.
O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 16h da tarde de ontem, contudo, antes da chegada das equipes no local, funcionários da própria fazenda tentaram amenizar a intensidade das labaredas.
Três viaturas, sendo duas de combate a incêndio e uma de suporte, e dez homens participaram da ocorrência.
No total, foram usados 16 mil litros de água e, desta vez, o avião agrícola só não foi acionado porque já estava anoitecendo. “Esse avião só trabalha durante o dia”, disse o tenente Edson Winckler, comandante da ação. A área devastada foi semelhante à destruída na terça-feira.
Crime?
A reincidência do fato e a maneira com que o fogo “apareceu” na fazenda, em forma de arco, evidenciam a suspeita de que pode se tratar de uma ação criminosa.
“Da outra vez, o fogo ainda estava mais próximo à rodovia. Agora, atingiu os fundos da propriedade rural. A reincidência e a maneira com que o fogo surgiu evidenciam a suspeita de ação criminosa”, revelou o tenente Edson Winckler.
Além dos dois grandes incêndios esta semana, a mesma área esteve nos noticiários no mês passado. Ela ficou 34 dias ocupada por famílias sem-terra até a reintegração de posse.
Estiagem
Apesar de ainda não se saber se o incêndio tenha se originado por razões criminosas, o tenente Edson Winckler revela que, nesta época de estiagem, o número de chamadas para combater fogo em mato chega a dobrar a demanda do Corpo de Bombeiros.
“A maioria das vezes é de ação humana. É importante que a população evite limpar terrenos usando fogo e a jogar bitucas de cigarro às margens das rodovias”, salientou o tenente Winckler.