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Renan Casal |
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No Congresso e Feira de Negócios da Apas foi projetado que, na Copa, 88% das pessoas devem comer e beber durante os jogos |
A Associação Paulista de Supermercados (Apas) anunciou durante seu 30º Congresso e Feira de Negócios, em São Paulo – evento que foi encerrado ontem -, que a Copa do Mundo deve representar um incremento financeiro de até R$ 1,8 bilhões para o setor neste ano. Somente em Bauru, os supermercadistas esperam faturar R$ 14,4 milhões entre os 25 dias de jogos, cerca de 1% do esperado para todo o Estado.
Para fins comparativos, o acréscimo projetado para a cidade representa 2,2 % do valor total do faturamento obtido em 2013, quando os supermercados de Bauru tiveram lucro de R$ 642 milhões.
Um ponto crucial que permitiu tal projeção se deve à conquista obtida, nos últimos dias, pela associação junto às prefeituras das cidades onde a entidade atua, inclusive Bauru, que prometeram decretar ponto facultativo ou horários de trabalhos especiais ao invés de feriados nos dias de jogos (leia mais ao lado).
Em casa
Os dados em questão integram um levantamento realizado pela Apas na Capital. A projeção mostra ainda que, na Copa do Mundo, 88% das pessoas que assistirão as partidas devem comer e beber durante o jogo. Desse total, 56% acompanhará via televisão dentro das residências. E 70% desses espectadores assistirão às partidas acompanhados por amigos ou pela família.
“Tudo isso comprova um cenário econômico positivo para os supermercados. Temos dados consistentes e acreditamos que, neste ano, teremos crescimento de até 6,6% de aumento real em relação a 2013”, afirma o presidente da Apas, João Galassi.
Há um mês, antes das projeções da Copa, o presidente da Apas falava em aumento real de 5%.
Os setores
Além disso, pesquisa aponta quais setores serão impulsionados durante o campeonato promovido pela Fifa, que vai do dia 12 de junho ao dia 13 de julho, seguindo apenas com “folgas” nos dias 27 de junho e 2,3,6,7,10 e 11 de julho.
“O estudo nos mostra que as categorias de produtos que mais crescem durante a Copa são de churrasco, salgados, doces e bebidas”, aponta o presidente da Apas.
A projeção, inclusive, virou palco de diálogo entre a Apas e fornecedores desses tipos de produtos em todo o Estado, para que os supermercados não enfrentem problemas relacionados ao desabastecimento.
“Como o período é curto, teremos que ter operações bem feitas para evitar rupturas com questões como produção insuficiente e logística de entrega com atrasos. Já estamos em contato com os fornecedores. E adianto que temos uma expectativa muito boa”, resume Galassi.
A mesma opinião é compartilhada pelo diretor da Apas Regional de Bauru, Emerson Svizzero.
“Tivemos um bom primeiro trimestre e as expectativas continuam boas para este ano. A questão de não ser decretado feriado foi uma grande conquista. A maior parte dos supermercados na cidade já está preparada para atender essa demanda da Copa”, opina.
Em tempo: o acréscimo de R$ 1,8 bilhões projetado pela Apas em todo o Estado, durante a Copa, se iguala ao valor total do faturamento, obtido em 2013, pelos 186 supermercados associados à entidade presentes nos 45 municípios da região de Bauru.
Empresas de Bauru se destacam na 30ª edição da feira Apas
A 30º edição do Congresso e Feira Apas 2014 recebeu neste ano cerca de 70 mil visitantes, entre empresários do setor e executivos do varejo de todo o País e do exterior. A expectativa, segundo João Galassi, é de que o evento gere mais de R$ 5,8 bilhões em negócios.
O evento, que acontece no Expo Center Norte, na Capital, teve início na última segunda-feira e foi encerrado ontem às 20h. Participaram dos quatro dias centenas de funcionários e empresários de Bauru e região, como os supermercadistas Jad Zogheib, proprietário dos Supermercados Confiança, Emerson Svizzero, proprietário do Supermercado Santo Antônio, , e Flávio Fernandes, da rede Superbom.
Além disso, quatro empresas expositoras de Bauru marcaram presença e se destacaram na feira. São elas: a Mezzani Massas e Pasteis, que participou pelo 5º ano da feira; a Imecca Industria Metalúrgica, que também participa da feira há cinco anos; e a Gera Arte Comunicação Visual, que, em sua segunda participação na feira, até triplicou o tamanho do estande para ganhar mais visibilidade.
Outra empresa que participou e se destacou no evento foi a Pró-Market Móveis e Expositores, que cravou sua 7ª participação neste ano, recebendo prêmio de 2º colocado de melhor estande porte médio, deixando para trás 600 expositores restantes da feira.
“Estar aqui para nós já foi uma vitória. É uma satisfação receber esse destaque”, afirma Caio Benjamin, ao lado do irmão e também proprietário da empresa, José Mario Benjamin.
Para o supermercadista Jad Zogheib, que é vice-presidente da Apas, a presença das empresas bauruenses no evento demostra a prospecção do setor.
“O mercado em Bauru tem crescido sempre acima de dois dígitos. Esse é um momento para que as empresas mostrem seus produtos e ampliem seus relacionamentos e horizontes. Afinal, ser supermercadista é estar sempre à frente das necessidades”, pontua Jad Zogheib, que atua há mais de três décadas no ramo.
Expediente
A prefeitura de Bauru, publicou esta semana, em Diário Oficial, o expediente a ser cumprido pelas repartições municipais nos dias em que ocorrerem os jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Conforme o decreto nº 12.460, nesses dias, as unidades funcionarão das 8h às 12h, exceto as de serviços essenciais como Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs), Pronto-Socorro Central (PSC), Pronto Atendimento Infantil e Serviço Móvel de Urgência (Samu).
Em reportagem publicada no início de abril deste ano, o JC mostrou que o presidente da Apas esteve em Bauru e, em conversa com o prefeito Rodrigo Agostinho, pediu apoio para que o município não decretasse feriados em virtude da Copa.
Nesta terça-feira, em entrevista ao JC em São Paulo, Galassi pontuou ter conseguido apoio não só de Rodrigo, mas também de todas as prefeituras do Interior.
Portas fechadas
A Apas, contudo, tem orientado seus associados no sentido de fecharem as portas apenas nos horários dos jogos, realizando uma confraternização entre os funcionários durante as partidas e reabrindo logo depois.
“Não acho seguro ficar aberto por esses dias, principalmente, nas grandes cidades que receberão jogos. Digo isso porque contratempos poderão ocorrer”, frisa João Galassi, presidente da entidade.