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Arquivo/Aceituno Jr. |
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José Dorneles solicitou a prisão temporária do acusado, mas o pedido foi negado pela Justiça |
Uma menina de apenas 7 anos de idade relatou à polícia, ontem, que foi abusada sexualmente pelo próprio pai, um açougueiro de 39 anos. O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Bauru, onde o acusado negou a agressão.
Segundo informações prestadas pelo delegado plantonista José Dorneles Costa, a criança revelou que, na última sexta-feira à noite, estava dormindo com sua mãe, na casa onde moram na zona leste de Bauru, quando o pai chegou e deitou-se na cama, ao seu lado. Em dado momento, ele teria tocado seu ânus com a língua.
Assustada, a menina se afastou e o homem interrompeu o abuso. O açougueiro, pai de outras duas meninas adolescentes, não possuía antecedentes criminais e não há relato de que tenha molestado anteriormente qualquer uma das filhas.
Segundo a mãe contou à polícia, no dia seguinte ao abuso, a filha passou o dia na residência de uma tia. Mas, somente à noite, quando revelou o desejo de não retornar para casa, contou que havia sido molestada pelo pai.
A tia, então, acionou sua irmã - mãe da criança - e ambas tentaram localizar o açougueiro para questioná-lo sobre o ocorrido, mas ele não retornou para casa. No domingo à noite, o homem reapareceu e, embriagado, negou ter agredido a filha sexualmente.
“A mãe disse que ele se exaltou bastante. E, como o marido estava alcoolizado e vinha agindo de maneira violenta nos últimos tempos, ela decidiu deixar para resolver a situação no dia seguinte”, observa Dorneles.
Liberdade
Na manhã de ontem, a mulher acionou a Polícia Militar (PM), que a encaminhou, junto com a filha, à CPJ. Localizado mais tarde, o acusado – aparentemente embriagado - também prestou depoimento ao delegado, reiterando que não abusou da filha.
À polícia, a menina repetiu toda a história já relatada para a mãe e a tia. Dorneles decidiu solicitar a prisão temporária do açougueiro, mas o pedido foi negado pela Justiça. Ele foi liberado após ser ouvido, mas, como medida protetiva, não poderá se aproximar a uma distância menor do que 200 metros da filha e da mãe até o inquérito ser concluído.
Inicialmente, ele responderá por estupro de vulnerável, cuja pena é de 8 a 15 anos de reclusão. O nome dos envolvidos foram omitidos pela reportagem para evitar constrangimentos à vítima e em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).